Retaliação
Numa atitude digna de um ditador de uma república de bananas, José Reinaldo ameaçou o prefeito de Cajari, Domingos Nascimento Almeida (PL). O prefeito disse que na visita ao município, o secretário de Articulação Política do Governo, Marcelo Tavares, sobrinho do governador José Reinaldo Tavares, afirmou que a prefeitura que não estiver do lado do governador ficará isolada politicamente.
Para quem não conhece o que está por trás disso, a tentativa de intimidação do prefeito tem um nome: perseguição política.
É preciso que o Ministério Público esteja atento, porque isso é apenas o começo do que José Reinaldo e os seus liderados da Frente da Traição vão fazer daqui até outubro do ano que vem.
Pé frio
Os articuladores da proposta de criação do Maranhão do Sul estão de orelha em pé. Eles vêem oportunismo político na iniciativa do deputado João Evangelista, que apresentou projeto criando a Frente Parlamentar de apoio à Criação do Estado do Maranhão do Sul, que tem a sigla estrambótica de FPACEMS.
Além disso, eles não confiam na capacidade aglutinadora de Evangelista.
Só pra lembrar, Evangelista lançou âncoras em Itapecuru e o candidato dele sofreu a maior derrota eleitoral de sua vida.
Manchado
Aliás, o empresário Zezinho Machado até hoje não perdoa o seu padrinho político em Itapecuru, o próprio João Evangelista. Depois de perder duas eleições seguidas, Zezinho Machado estava certo que na última eleição conseguiria ser prefeito.
O diabo é que toda vez que João Evangelista ia fazer um discurso pedindo voto para o aliado ele só o chamava de Zezinho "Manchado".
Amarelou
Além de uma pálida atuação na Assembléia em Imperatriz, o deputado Aderson Lago definiu assim sua postura em relação ao projeto do vice-governador Jura Filho que aumentava os salários: "é oportunismo político, eu apresentei um projeto primeiro".
Ontem, em vez de defender os servidores, Aderson ficou calado e amarelou mais ainda. Como se isso fosse possível.
PT gelado
Para quem estava acostumado com as grandes disputas na eleição do Partido dos Trabalhadores, a eleição de domingo mais parecia um funeral. Ninguém brigou, ninguém impugnou ninguém, ninguém fez campanha séria.
Será que isso tem a ver com os mensalões, cuecões e outros milhões mais?
Ausências
No encerramento da eleição, a falta de entusiasmo era tanta que o deputado Domingos Dutra e o atual presidente Washington Luiz nem sequer apareceram na sede do Sindicato dos Bancários.
Quem esteve por lá, mas muito escondido, foi o delegado do Trabalho, Bira do Pindaré.
Elogio à loucura
O jornalista Walter Rodrigues quase matou de rir seus leitores. Ele disse que o programa apresentado por Chico Viana é o mais pluralista da TV maranhense.
WR deve voltar ao dicionário para saber direito o que é pluralismo.
Em tempo: Walter Rodrigues é talvez o maior amigo do velho Chico Viana.
Jornaleco
Enfezado, o Velho Chico foi longe ontem em sua volta à TV. Atacou outra vez o senador Edison Lobão e a deputada Nice. Chamou Veja Agora de jornaleco e gastou saliva elogiando o patrão e a si mesmo.
Depois, confessou que seu programa é mesmo para defender o chefe do filho dele, o governador José Reinaldo.
Jornaleco, né?
Ataque
Cardíaco, Chico Viana é o que se pode chamar de uma bomba relógio ambulante. Às vezes, no afã de agradar o patrão fica tão descontrolado que a gente prevê que a qualquer momento ele vai ter um piripaque. É melhor ter mais cuidado com a saúde.
Sem sossego
Os dois deputados do baixo clero que se dispuseram a defender o indefensável salário de 280 reais do governador José reinaldo já se preparam para cobrar a fatura. É sempre assim quando acontecem coisas desse tipo. Ontem, os dois foram vistos rondando nas proximidades do Palácio LaRocque.