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Final melancólico



Data de Publicação: 17 de outubro de 2006
 
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Ao invés de apresentar aos maranhenses um balanço de obras ou realizações do seu governo que está chegando ao ocaso, o senhor José Reinaldo Tavares ocupou as páginas dos jornais controlados a peso de ouro pelo Palácio dos Leões, no último domingo, para destilar ódio e rancor contra a senadora Roseana Sarney. Em artigo redigido com o mesmo fel que move a raivosa campanha do candidato da Frente da Traição, mais uma vez o governador do Estado expôs-se publicamente ao ridículo ao tentar em vão demover o eleitor do firme propósito de eleger Roseana governadora do Maranhão, no dia 29 de outubro.

Triste missão, a "turma da boquinha" (nome dado aos aliados de ocasião do governador, em alusão ao voraz apetite por cargos e recursos do tesouro estadual) entregou ao sacripanta dos Leões. Não convenceu. O enfadonho artigo, como era de se esperar de um enfadonho governante, teve efeito desastroso e serviu apenas para revelar a face melancólica de um político em final de carreira.

O senhor José Reinaldo não apresentou balanço de obras simplesmente porque não há o que mostrar ao cidadão maranhense que o elegeu governador em 2002.

Não há estradas, escolas, hospitais, ginásios, praças, casas de cultura ou qualquer vestígio de construção com recursos de origem do governo estadual nos últimos quatro anos.

O governador deixa, sim, um legado ao Maranhão: de inoperância, trapalhadas administrativas, corrupção e escândalos de toda sorte nas diversas estruturas da máquina pública estadual. A folha corrida do senhor José Reinaldo Tavares inclui pagamentos milionários à empreiteira Camargo Corrêa e a dezenas de estradas e pontes fantasmas, convênios suspeitos com prefeituras, calote em fornecedores e o desrespeito ao funcionalismo público com o pagamento de um salário inferior ao mínimo.

O senhor José Reinaldo Tavares não tem autoridade moral sequer para declarar voto em seu candidato. Com receio da reprovação popular, Jackson Lago adotou como tática de campanha renegar, em público, José Reinaldo como patrono de sua candidatura. Como pode, então, o governador querer que o povo não vote em Roseana? Faltam a ele dignidade e respeito.

Nesses últimos dias de campanha, cabe ao governador recolher-se à sua insignificância, sob pena de enxovalhar ainda mais o seu já vergonhoso currículo.

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