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Jackson foge das perguntas, fica na defensiva e perde o debate para Roseana na Difusora



Data de Publicação: 17 de outubro de 2006
 
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Arrasadora
Debate mostra que senadora está mais preparada

Foi um passeio. O ex-prefeito Jackson Lago fugiu às discussões dos grandes problemas do Maranhão e não respondeu a nenhuma das perguntas feitas tanto pela senadora Roseana Sarney quanto pelo jornalista Marco Aurélio D’Eça, sorteado pela direção da TV Difusora para ser um dos representantes da imprensa no debate realizado na noite de domingo entre os dois candidatos ao governo do Maranhão.

Acuado ante a firmeza de Roseana, que se mostrou muito mais preparada para o debate, Jackson gaguejou muito, ficou de cara amarrada durante todo o debate e desde o primeiro bloco ficou na defensiva, tentando desesperadamente desvincular seu nome da desastrosa administração de seu aliado e patrão de sua mulher Clay Lago.

A senadora Roseana Sarney, ao contrário de seu adversário, sempre se mostrou serena e muito mais embasada em dados de seus dois governos. Roseana também procurou acentuar a situação falimentar que o ex-prefeito Jackson Lago legou o município ao seu sucessor e aliado, Tadeu Palácio, que foi obrigado a decretar estado de calamidade pública em São Luís, devido ao brutal acúmulo de lixo que tomou conta da cidade no seu (des)governo.

Educação
O primeiro bloco de perguntas foi marcado pela forma clara com que a senadora debateu sobre a questão da educação. Ela lembrou que em seu governo 100 mil estudantes concluíram o ensino médio graças aos programas de avanço no ensino adotados no seu governo. Roseana disse que vai priorizar a questão da educação e buscar ajuda no futuro governo do presidente Lula para erradicar o analfabetismo no Maranhão.

Roseana saudou os professores pela passagem do dia da categoria que transcorreu no dia do debate. E mostrou o descaso do PDT de Jackson para com a educação, lembrando que os professores do município estão em greve por melhores salários e condições dignas de trabalho.

O ex-prefeito Jackson Lago mostrou-se sem propostas para o setor e se limitou a atacar Roseana, num discurso enfadonho que, num ciclo vicioso, se restringia a falar em descentralização da educação, sem dizer o que de fato poderia fazer para o setor.

Saúde
Ao abordar o assunto sobre o caos na saúde do Maranhão, o prefeito repetiu um velho bordão de que há uma procissão de ambulâncias de municípios pobres em direção a São Luís e a outros centros mais adiantados. Sem apresentar uma única idéia sobre como fazer para acabar a tal “procissão”, Jackson acusou seu aliado José Reinaldo de deixar o Maranhão se transformar num caos.

A senadora Roseana foi outra vez mais positiva e reclamou da falta de atenção que o governador aliado de Jackson relegou o setor. A candidata do PFL mostrou que construiu vários hospitais, modernizou postos de saúde e reformou o Hospital do Ipem e o Hospital Geral. Ela disse que ampliou de um mil para dez mil o número de equipes de saúde familiar no Maranhão. Ela lembrou ainda a Jackson que as ambulâncias vêm a São Luís porque a capital é pólo de saúde e que isso acontece em todos os centros populacionais mais desenvolvidos.

Jackson, numa cantilena monocórdia, repetiu o chavão de que é preciso descentralizar a saúde. Roseana lembrou que foi no seu governo que foi implantado o processo de municipalização da saúde.

Segurança
O terceiro bloco foi destinado a perguntas feitas pelos jornalistas Raimundo Borges, de O Imparcial, e Marco Aurélio D’Eça de O Estado do Maranhão. Borges se mostrou evasivo e deu clara demonstração de não ter se preparado para o evento. Sua pergunta à senadora sobre a questão da segurança foi motivo de ironia até mesmo entre os aliados de Jackson.

Roseana lhe respondeu lembrando que no seu governo foram desbaratadas quadrilhas que mandavam no Maranhão. “Até hoje tem político importante e gente graúda na cadeia”, disse a senadora.

Já a pergunta do jornalista Marco D’Eça versou sobre a situação do aparelho de segurança no Estado. Ele quis saber se num hipotético governo do PDT se ele daria continuidade ao processo de reaparelhamento do setor promovido por Roseana, quando adquiriu helicópteros para a Polícia Militar, criou o Grupo Tático Aéreo – GTA, e acabou com o crime organizado – assaltos a bancos, roubo de cargas, tráfico de entorpecentes, etc. “A outra opção é fazer o que seu aliado José Reinaldo vem fazendo: sucatar a segurança pública com a volta aos crimes. Qual opção o senhor escolheria?, indagou D’Eça.

Mais uma vez Jackson tentou desvincular seu nome da administração de seu amigo José Reinaldo e disse que José Reinaldo foi seu opositor na eleição passada, mas omitiu que hoje é aliado do governador e que sua mulher Clay Lago é secretária de José Reinaldo.

Oportunista
No último bloco do debate, Roseana foi didática. Lembrou que conhece os problemas do Maranhão e garantiu que, pela experiência, tem mais condições de buscar as soluções.

Roseana também se saiu melhor do que Jackson Lago quando disse que ele não a quer no governo apenas pelo sobrenome dela. “O que tem de mais ter uma família de políticos? Nos Estados Unidos a família Kennedy é de políticos... A família Bush é de políticos... Sua família, dr. Jackson, é de políticos? O que é que tem de mais minha família ser de políticos?”, questionou a senadora, denunciando o preconceito de Jackson.

Ao final, Jackson voltou ao discurso que vem repetindo ao longo de 30 anos: de que quer governar o Maranhão para acabar com a oligarquia, etc, etc, etc.

As contradições de Jackson

O candidato do PDT ao Governo do Maranhão, Jackson Lago, passou maus momentos durante os debates, quando a senadora Roseana Sarney buscou durante o debate ligar seu nome à desastrosa administração de José Reinaldo. A seguir, algumas “saias justas” de Jackson:

1) Ao se referir ao pagamento da estrada Arame-Paulo Ramos, Jackson cobrou a senadora por ter autorizado o pagamento da rodovia. Roseana disse a Jackson que o pagamento foi autorizado “por seu amigo José Reinaldo. Já que o senhor está todo dia com ele, pergunte a ele porque ele pagou”. Não há nenhuma assinatura minha no documento.

2) Roseana disse José Reinaldo era aliado de Jackson e responsável pela crise na educação, onde não existe calendário escolar, se descumpre o Estatuto do Magistério e os professores são desrespeitados. Jackson reconheceu que “há um caos no Maranhão”, comprometendo ainda mais seu aliado.

3) Roseana perguntou por que o governo de José Reinaldo, “patrono da candidatura do PDT”, havia pago R$ 240 milhões para uma empreiteira e não tinha dinheiro para pagar um salário-mínimo digno para os servidores. Jackson não respondeu.

4) Por fim, Roseana perguntou ao ex-prefeito porque ele havia orientado os deputados de seu partido, o PDT, a votarem contra os interesses dos professores, adiando por tempo indeterminado a implantação do Estatuto do Magistério. Outra vez Jackson não respondeu.

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