Punição
Sanções contra Pyongyang são alerta para Irã
As sanções punitivas adotadas pela ONU contra a Coréia do Norte devem ser vistas pelo Irã como “sinal forte” de que o país deve abandonar seu programa nuclear, afirmou ontem,(16) a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice.
Rice classificou as sanções de “uma resolução muito forte, que punirá e isolará o regime norte-coreano”. “O mundo reagiu calma e firmemente ao teste nuclear da Coréia do Norte na semana passada”, completou ela.
Ela comparou o teste da Coréia do Norte ao programa nuclear do Irã, que também está sob o escrutínio do CS da ONU. “O governo iraniano está observando... e agora pode ver que a comunidade internacional irá reagir [à aquisição de armas nucleares]”, disse a secretária de Estado.
Análises atmosféricas
EUA confirmam que teste norte-coreano foi nuclear
Amostras de ar retiradas na semana passada do local onde o governo norte-coreano realizou uma explosão há uma semana confirmaram que a bomba utilizada era de fato nuclear, informou ontem o diretor de inteligência nacional dos Estados Unidos, John Negroponte.
A explosão foi nuclear, mas de pequena proporção – pouco menos de um quiloton. Cada quiloton é equivalente à força de 1.000 toneladas de explosivos TNT.
“Análises das amostras de ar coletadas em 11 de outubro de 2006 detectaram resíduos radioativos que confirmam que a Coréia do Norte conduziu uma explosão nuclear subterrânea dois dias antes”, diz o breve comunicado.
O anúncio de Negroponte foi a primeira confirmação oficial dos Estados Unidos de que o teste foi de fato nuclear, como o governo norte-coreano afirmou desde o início.
Londres
Família de Jean Charles leva caso à Suprema Corte
A família do brasileiro Jean Charles de Menezes, 27, morto a tiros pela polícia britânica em julho do ano passado, levou à Suprema Corte de Londres ontem seu pedido para anulação da decisão de não acusar formalmente nenhum oficial da Scotland Yard pela morte do eletricista.
Os familiares de Jean Charles querem uma revisão judicial urgente da decisão da Procuradoria Geral britânica, segundo a qual não existe evidência suficiente para tratar o caso como um assassinato e, portanto, formular acusações contra alguém.
Jean foi alvejado com sete tiros na cabeça e um no ombro disparados por três agentes da Polícia Metropolitana de Londres, que alegaram ter confundido a vítima com um terrorista suicida no metrô de Londres.
No dia anterior ao crime, atentados com bomba contra o sistema de transporte da cidade tinham sido frustrados pela polícia.
Israel
Acusado de estupro, Katsav evita parlamentares
O presidente de Israel, Moshé Katsav, evitou ontem se reunir com parlamentares depois que a polícia informou anteontem que há provas suficientes para indiciá-lo por estupro, abuso sexual e escutas ilegais, o que pode levá-lo a uma condenação de 3 a 16 anos de prisão.
Katzav preferiu não acompanhar a sessão inaugural da Knesset (Parlamento), para evitar o constrangimento ante as ameaças de alguns deputados de se retirarem do recinto.
“O presidente Katzav anunciou que agradecia à presidente do Parlamento, Dalia Yitzik, o convite para assistir à sessão inaugural, mas que, levando em conta as circunstâncias, preferia recusar o convite”, disse a rádio pública israelense.
Lior Katzav, irmão do presidente, disse, por sua vez, que “o chefe de Estado decidiu não ir ao Parlamento para evitar os protestos dos deputados. Ele é vítima de um complô e provará sua inocência”.