Por Gilberto Léda
Editoria de Política
Derrota iminente
Bate o desespero na frente
A cidade de São Luís amanheceu, ontem (20), marcada por atos de vandalismo perpetrados por militantes pedetistas, aliados do ex-prefeito de São Luís e candidato a governador pela coligação "Frente de Libertação do Maranhão", Jackson Lago (PDT).
Em vários pontos da capital, material de campanha da senadora Roseana Sarney (PFL), candidata da coligação "Maranhão - A Força do Povo", foi encontrado pichado, sujo de tinta preta, danificado, ou mesmo derrubado.
A atitude covarde - que comprova o desespero dos aliados do caudilho pedetista diante da derrota iminente (pesquisas de todos os institutos sérios do país apontam favoritismo de Roseana) - é o retrato do que todos já conhecem como o estilo PDT de governar: administrações marcadas pelo favorecimento de aliados, parentes e amigos (vide folha familiar de Jackson Lago e Caixa 2 da Coliseu), pela perseguição de adversários e pelo ódio àqueles que não rezam pela cartilha pedetista.
No retorno do São Francisco, placas da senadora pefelista foram atingidas por sacos cheios de tinta preta. Ao chocar-se com os minidoors, os sacos explodiram e mancharam a imagem da candidata. Abaixo das placas, os muros, pintados com o nome e o número de Roseana, foram pichados. No local, insultos à sua honra e dignidade.
No Apeadouro, próximo ao Hospital Aldenora Belo, uma residência foi o alvo da ira dos pedetistas. Simpatizante da candidatura de Roseana, a dona da casa autorizou a instalação de placas da senadora e do candidato do PT à reeleição para a Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva.
Indiferentes ao direito à propriedade, os vândalos atingiram o material com a mesma "técnica" utilizada no São Francisco. Resultado: não só o mini-door, mas também o muro da residência foi atingido pela tinta preta.
A falta de respeito à liberdade de expressão e ao direito dos candidatos de fazerem propaganda eleitoral foi flagrada, ainda, na Lagoa da Jansen, na Cohab, na Cohama e no Calhau.
Caxias
Em Caxias, a tirania dos aliados da dupla Jackson Lago/José Reinaldo foi ainda mais devastadora. Protestando contra o aumento de apenas 3,71% sobre o piso salarial de R$ 330,00, equivalente a R$ 13,00 - concedido por Projeto de Lei de autoria do prefeito Humberto Coutinho (PSB) -, professores foram duramente agredidos por Ferdinand Coutinho, irmão do prefeito, e pelo vereador Catulé (PSDB).
O primeiro trocou socos com um dos representantes da categoria que tinha quase metade do seu tamanho. Catulé, por outro lado, que é também representante do Governo do Estado no município, agrediu a tapas a professora Antônia de Jesus Silva.
"Fui agredida duas vezes. A primeira quando aprovaram esse projeto que afronta os nossos direitos e a segunda vez quando o vereador me atingiu com esse soco. Na hora em que eu vi ele correr para cima da gente eu tentei correr, mas não consegui e fui a primeira a ser atingida.
Acho que se ele não tivesse sido contido teria me batido muito mais", afirmou.
Nenhum dos agressores foi detido pela polícia de José Reinaldo, que só assistiu à sessão de espancamento. O projeto foi aprovado por nove votos a um.