O jato Legacy que se envolveu no acidente com o Boeing da Gol funcionava normalmente e passou por sete testes - sendo três vôos de aceitação - antes de ser entregue à empresa de táxi aéreo americana ExcelAire. A afirmação é de Sérgio Mauro Costa, diretor do Departamento de Ensaios da Embraer - fabricante do jato.
O Legacy teria colidido com o Boeing, provocando a queda do avião da Gol, no dia 29 do mês passado. Foi o maior acidente aéreo do país, que resultou na morte dos 154 ocupantes do Boeing.'
Costa foi ouvido pelo delegado da PF (Polícia Federal) Renato Sayão, de Cuiabá, que está em Brasília para colher informações sobre o acidente. O depoimento durou aproximadamente uma hora e meia. O delegado queria informações sobre a revisão dos equipamentos do Legacy e a elaboração do plano de vôo da aeronave.
Segundo a assessoria de imprensa da PF, o representante da Embraer afirmou que não houve qualquer falha durante os testes, e equipamentos como o transponder, TCAS - o sistema anticolisão - e o sistema de radiocomunicação funcionaram normalmente.
A PF disse que a Embraer ainda não apresentou documentação que comprove a realização dos testes com o Legacy, o que deve ocorrer nos próximos dias.
Sérgio Costa afirmou que o plano de vôo do Legacy foi elaborado por uma empresa contratada pela Embraer. Foi passado eletronicamente para a torre de controle em São José dos Campos, de onde o avião decolou, e para a própria Embraer, que o entregou aos pilotos.
Para elaborar o plano de vôo, a empresa usa um programa de computador que analisa as condições climáticas, as características da aeronave e as normas aplicáveis à navegação aérea, de acordo com a Agência Brasil.