Faltando menos de uma semana para a eleição, o governador licenciado do Paraná, Roberto Requião (PMDB), declarou apoio ao petista Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial.
O anúncio foi uma retribuição, feito no programa eleitoral gratuito de domingo à noite, pouco mais de 24h depois de o presidente Lula pedir a seus eleitores no Estado, em comício no centro de Curitiba, que também votassem no governador.
"Tive divergências com a política econômica do governo Lula, mas sempre ressalvei a firmeza de caráter dele [presidente]. É muito importante esse contato perfeito do governador com o presidente. Acho que isso define minha posição", disse Requião.
Ontem ele repetiu os argumentos em entrevistas. O adversário dele, Osmar Dias (PDT), aderiu à campanha do tucano Geraldo Alckmin no dia seguinte à confirmação de segundo turno nas disputas nacional e no Paraná.
O reflexo do anúncio de Requião já estava nas ruas desde ontem: os carros de som de sua campanha estampavam sua propaganda, mas tocavam o forró-tema da campanha presidencial petista.
As pesquisas de intenção de voto identificaram que o eleitor de Lula no Estado em maioria também vota em Requião, mas o governador - que está licenciado para fazer campanha - adiou a aproximação para não afastar a parcela de prefeitos que está com ele, mas na disputa nacional pede voto para Alckmin.
Afastado de Lula, Requião formalizou aliança com o PSDB, anulada pela executiva nacional tucana. Alckmin fez 53% dos votos no Paraná no primeiro turno. Lula fez 38%. As pesquisa indicam que o petista está em vantagem nas intenções de voto neste segundo turno.