O governador eleito da Bahia, Jaques Wagner (PT), afirmou ontem que a tentativa da oposição de querer "colar no presidente" Luiz Inácio Lula da Silva a imagem de desonesto é "tão burra" quanto a operação de petistas para a compra do dossiê antitucano. Wagner convocou uma entrevista coletiva ontem para responder a reportagem da revista "Veja", deste final de semana, que acusa Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, de atuar como lobista em Brasília.
O petista condenou qualquer tentativa da oposição de utilizar-se da denúncia na campanha. "Não vale jogar tudo no processo eleitoral. Eleição a gente ganha e perde. Querer jogar a disputa entre dois homens na vala comum acho uma pobreza. Seria melhor eles tentarem desmontar o nosso programa de governo", disse. Depois complementou: "É tão burro tentar comprar o dossiê quanto o pessoal do PSDB e do PFL tentarem colar a imagem de desonesto em Lula".
Wagner disse que a campanha do presidente não vai revidar no mesmo tom caso a oposição insista nas denúncias contra o filho do presidente. "A filha do Alckmin [Sofia] não tem responsabilidade sobre o que a dona da Daslu [acusada de sonegação fiscal, entre outras irregularidades] fez e acho digno que ela tenha procurado um trabalho. Também não vamos entrar na questão dos vestidos [a mulher de Alckmin teria recebido vestidos de graça enquanto ele era governador]. Não acho que seja bom revidar na mesma moeda", ponderou.