Iraque
Ex-ministro denuncia sumiço de US$ 800 mi
O ex-ministro das Finanças do Iraque Ali Allawi disse ontem em reportagem transmitida pelo programa "60 minutes", da rede de TV americana CBS, que entre US$ 750 milhões e US$ 800 milhões destinados à compra de armas para o Exército iraquiano foram desviados por ex-funcionários.
Segundo o ministro, US$ 1,2 bilhão estava destinado ao incremento do poderio bélico iraquiano, mas que apenas US$ 400 milhões foram usados para gastos neste setor, e ainda assim na compra de equipamentos antiquados e sem condição de uso.
Allawi disse ainda que esse desvio se trata de um dos "maiores da história" do país, e que os funcionários iraquianos corruptos responsáveis pelo sumiço do dinheiro estão em diferentes partes do mundo, mas não revelou nenhum nome.
Jogos Olímpicos
Operação policial termina com 261 detidos
Uma operação policial em Pequim contra roubos e fraudes para "limpar" a cidade visando os Jogos Olímpicos de 2008 levou 261 suspeitos para a prisão em apenas três dias, segundo a agência oficial Xinhua.
Entre terça (17) e quinta-feira (19) da semana passada, a campanha detectou 336 crimes que resultaram em detenções, segundo informou hoje o Escritório de Segurança Pública de Pequim. As operações contaram com a participação de 1.200 efetivos policiais, 10% deles mulheres.
Os policiais vigiaram os lugares mais movimentados da capital, como praças, pontos de ônibus, estações, hospitais, restaurantes e distritos de negócios.
Estes três primeiros dias marcaram o início de uma campanha que pretende acabar com crimes que afetam cada vez mais os visitantes, como os roubos, com o objetivo de melhorar a segurança na cidade para os Jogos Olímpicos.
Violência
Encontrado mais 50 corpos em várias áreas de Bagdá
Mais 50 corpos foram encontrados nas últimas 24 horas em diferentes áreas de Bagdá, aparentemente vítimas da onda de violência sectária que varre o país desde fevereiro, disseram ontem fontes do Ministério do Interior.
A maioria dos cadáveres apresentava sinais de torturas e tiros na cabeça, sinais comuns nestes assassinatos a sangue frio.
O achado destes corpos coincidiu com a celebração do Eid el Fitr [festival que marca o fim do mês do Ramadã, sagrado para os muçulmanos], por parte dos sunitas iraquianos.
Os xiitas, como vem sendo habitual após a queda de Saddam Hussein, celebrarão esta mesma festa um dia mais tarde, como no Irã.
Os assassinatos a sangue frio por razões sectárias - que mataram milhares de sunitas e xiitas - acontecem freqüentemente desde que, em 22 de fevereiro, desconhecidos bombardearam a cúpula de um dos santuários mais venerados pelos xiitas, na cidade de Samarra.