Pouco a pouco o técnico Emerson Leão vem tentando implantar uma nova filosofia de trabalho no Corinthians. Após tirar a equipe da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, o treinador tenta agora eliminar de vez as individualidades do elenco para, enfim, conseguir unir o grupo e permanecer no pelotão de elite da competição.
"Eu acho que a condição técnica existe em cada atleta. Agora, o que precisa existir é a condição tática, na qual todos têm que se doar, se empenhar e entender a nova filosofia do futebol, que não permite a individualidade", afirmou o treinador.
Para explicar o novo momento do Timão, Leão usou a Seleção Brasileira como exemplo. "Eu estou cansado de ouvir dizer que a Seleção Brasileira vence pelo talento individual. Isso algumas vezes pode decidir uma partida, mas o coletivo hoje ganha muito mais do que o individual".
O individualismo foi uma marca do Corinthians desde que fechou a parceria com a MSI, no final de 2004. Diante das freqüentes brigas em treinos, dos privilégios para os argentinos Tevez e Mascherano e do mau relacionamento entre alguns jogadores do elenco, o Timão foi perdendo o futebol, que o levou à conquista do Campeonato Brasileiro do ano passado, e colecionado problemas.
A solução então foi reformular o elenco. Saíram Tevez, Mascherano, Ricardinho, Marcelinho e, mais recentemente, o meia Carlos Alberto, afastado do elenco após discutir com Leão na partida contra o Lanús, pela Copa Sul-Americana.