Nas primeiras horas da manhã de ontem, familiares, amigos e representantes de Organizações Não-Governamentais fizeram uma alvorada na Avenida Beira-Mar que, em seguida, dirigiu-se para frente do Tribunal de Justiça do Estado. O objetivo, de acordo com os organizadores do evento, é chamar a atenção das autoridades e sociedade de forma em geral, para que o acusado seja condenado à pena máxima, tendo por base a fundamentação da pronúncia.
No caso Jonnatahan, Francisco das Chagas foi denunciado por homicídio qualificado, por motivo torpe, sem defesa da vítima, cuja pena pode variar de 12 a 30 anos de reclusão. Desde a prisão, Chagas ficou custodiado em inúmeras delegacias da capital, mas há um ano, encontrava-se no presídio São Luís, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Desde então, segundo ele, nunca mais recebeu a visita da ex-mulher e as filhas.
Em veículos disponibilizados por entidades não-governamentais, após manifestação em frente ao TJ, os familiares das vítimas se dirigiram para o SESI, onde o clima de revolta, apesar dos anos, ainda era visível. Pouco depois de começar a sessão, Júlia Povoas, mãe de Ivanildo Povoas, o primeiro menino a ser morto, passou mal. Depois de muita agonia, somente meia hora depois uma ambulância do Corpo do Bombeiro chegou ao local, e a encaminhou para o Socorrão II, na Cidade Operária.
Até o fechamento da nossa edição, as peças escolhidas pela defesa e acusação permaneciam sendo lidas e visualizadas, através de um telão, para que o Conselho de Sentença tivesse acesso a algumas provas materiais constantes nos autos. Tendo em vista o número de peças, por volta das 21h, o julgamento foi suspenso para ser retomado na manhã de hoje, quando deverá acontecer o depoimento das testemunhas de defesa e acusação e, em seguida, o debate entre a defesa e acusação.