A Polícia Federal fez ontem uma busca na casa de câmbio Vicatur para investigar a origem do R$ 1,75 milhão que seria utilizado no chamado "dossiegate", a tentativa de compra de um dossiê que supostamente comprovaria a ligação de políticos tucanos com a máfia dos sanguessugas.
A Vicatur confirmou a diligência da PF, que por enquanto, não forneceu maiores detalhes sobre a operação. Ainda segundo informações da empresa, os responsáveis pela casa de câmbio estão depondo na sede da PF no Rio de Janeiro.
Outras duas casas de São Paulo que poderiam ser alvo de operação semelhante, a Diskline e a Travel, não confirmaram diligências da polícia.
Em Florianópolis, a Centaurus informou que recebeu somente ontem uma intimação da Polícia Federal para que entregar informações relativas aos clientes no prazo de 24 horas. Ainda segundo a casa de câmbio, os responsáveis pela Centaurus já foram à PF na capital catarinense para repassar a documentação exigida.
As casas de câmbio são uma das pontas da investigação sobre a origem do dinheiro apreendido, já que parte dos recursos estava em dólar. A PF já identificou os "laranjas" que sacaram os dólares que supostamente seriam usados na compra do dossiê. A PF já ouviu pelo menos um dos laranjas.
O laranja ouvido negou ter conhecimento da compra de dólares feita em seu nome, em uma operação realizada pela casa de câmbio Vicatur, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.
A pessoa ouvida pelos policiais é integrante de uma família pobre, que tem oito de seus integrantes registrados como compradores de dólares em operações com a Vicatur investigadas pela PF. Os demais laranjas devem prestar depoimento ainda nesta semana