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MUNDO



Data de Publicação: 26 de outubro de 2006
 
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EUA
Mesmo com insatisfação, ação no Iraque continua


O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, reconheceu ontem que o país está sofrendo duras perdas na Guerra do Iraque e que o público americano está insatisfeito com a ação. "Eu sei que muitos americanos não estão satisfeitos com a situação. "Eu também não estou satisfeito", disse. Ainda assim, Bush afirmou que manterá os mesmos objetivos no Iraque até que "o trabalho esteja concluído" no país.

O presidente George W. Bush admitiu a insatisfação dos americanos com a guerra

A afirmação faz parte de uma sombria revisão da guerra feita ontem pelo presidente, que enfrenta o declínio do apoio público às vésperas das eleições para o Congresso dos EUA.

Marcadas para 7 de outubro, as eleições ameaçam o controle republicano na Câmara dos Representantes e no Senado.

Apesar do reconhecimento das perdas, Bush reafirmou que a vitória é essencial no Iraque, como parte da luta contra o terrorismo no mundo. "Estamos vencendo e vamos vencer, a não ser que deixemos o país antes de terminar o trabalho", repetiu.

Rússia
Ex-policiais são suspeitos em morte de jornalista


Ex-policiais russos que serviram na Tchetchênia são suspeitos de envolvimento no assassinato da jornalista russa Anna Politkovskaya, informou ontem o jornal "Kommersant".

O ex-tenente da polícia Serguei Lapin foi condenado, em março de 2005, a 11 anos de prisão pela morte de um civil tchetcheno, Zelimkhan Murdalov, na Tchetchênia, depois da publicação de vários artigos da jornalista, que denunciou o crime.

"Anna Politkovskaya foi a primeira a dar nomes aos responsáveis por este crime, o tenente da polícia do departamento do Interior de Nijnevartovsk (Sibéria Ocidental), Serguei Lapin, e seus superiores, Prilepin e Minin", diz o Kommersant.

Os cúmplices de Lapin "continuam sendo procurados" pelo assassinato de Murdalov e os investigadores acreditam que eles "podem estar envolvidos" no assassinato da jornalista, segundo o Kommersant.

Reino Unido
Abandonar o Iraque seria uma 'traição'


O primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, afirmou ontem que forçar agora uma saída das forças britânicas do Iraque representaria uma "traição" para o povo iraquiano e para estas tropas.

Em sua visita semanal à Câmara dos Comuns, Blair defendeu sua política no Iraque e voltou a afirmar que as forças britânicas só abandonarão este território quando os iraquianos puderem garantir a segurança.

"Permitam que eu deixe uma coisa muito clara: não acontecerão mudanças na estratégia de abandonar o Iraque a menos que as forças iraquianas tenham certeza de que podem assumir a segurança", disse o chefe de governo.

"Fazer outra coisa seria uma traição total não apenas para o povo iraquiano, mas para todos os sacrifícios que nossas Forças Armadas realizaram durante anos", declarou.

Ameaças
Coréia do Norte responderá a sanções


A Coréia do Norte ameaçou ontem a Coréia do Sul com "contramedidas" se Seul aplicar as sanções que o Conselho de Segurança (CS) da ONU impôs a Pyongyang, devido ao teste nuclear realizado no último dia 9.

"Se as autoridades sul-coreanas seguirem os passos dos Estados Unidos aplicando as sanções, isso será considerado uma declaração de confronto contra seu próprio povo (coreano), e tomaremos as medidas correspondentes", diz a mensagem divulgado pela Agência Central de Notícias da Coréia do Norte (KCNA).

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