O Maranhão inteiro volta às urnas hoje para decidir seu futuro. São quase 4 milhões de brasileiros de todas as origens que vivem aqui e que vão escolher com toda a liberdade quem vai dirigir este estado pelos próximos quatro anos. Será a eleição mais apertada dos últimos anos, mas servirá de parâmetro para que os maranhenses e os brasileiros de outras paragens que para cá vieram, possam decidir o que vão querer para si e para seus descendentes.
Será o confronto da experiência de uma mulher que governou o Maranhão por 7 anos e 4 meses e deixou o governo com mais de 80 por cento de apoio popular contra um candidato que vem montado num grande esquema de corrupção financiado pelo governador José Reinaldo Tavares com dinheiro do povo do Maranhão.
Será uma disputa entre as idéias renovadoras de uma governadora que modernizou a administração pública estadual contra um ex-prefeito que ao deixar a Prefeitura deixou, também, de herança para sua sucessora, os salários dos servidores com três meses de atraso. Será a "briga" entre uma administradora que saneou o Estado contra um ex-prefeito que ao abandonar o terceiro mandato deixou para seu sucessor um legado de sujeira nas ruas, obrigando-o a decretar estado de emergência que, para perplexidade de todos, persiste até hoje, passados quase quatro anos.
Mas a escolha dos eleitores hoje não vai se resumir à seara político-administrativa. O mais grave, o aspecto que o eleitor mais deve se ater na hora de escolher entre Roseana e Jackson é a parte ética. O Maranhão precisa decidir hoje se quer seguir o modelo de administração implantado por José Reinaldo, onde a corrupção, o desvio de recursos públicos e o conluio maléfico entre o Estado e empreiteiros transformaram nosso estado num imenso bordel amoral, ou se quer a transparência de uma governadora que nunca teve sequer uma de suas prestações de contas recusada por qualquer dos instrumentos de fiscalização.
Os maranhenses poderão fazer a opção entre um modelo de governo que violenta os direitos mais elementares do cidadão, paga salários aviltantes para os trabalhadores públicos, oprime professores, persegue adversários, agride profissionais de imprensa e usa seu controle sobre a Polícia Militar para espancar até o próprio vice-governador, ou por um modelo em que a governante realinhou salários, estimulou a profissionalização dos servidores, preservou as liberdades individuais e fez do nosso estado um modelo de segurança pública.
O povo, o sofrido povo do Maranhão, precisa dizer se quer continuar com um modelo de governo do qual o candidato Jackson Lago é um fidelíssimo aliado, que enriqueceu a própria família, promoveu escândalos inomináveis e se submeteu aos caprichos de uma mulher que, mal saída dos subúrbios de Brasília, se transformou em pouco mais de três anos em uma das maiores fortunas do Brasil.
Mas o que o Maranhão vai decidir, hoje, é se quer um governo refém de José Reinaldo, Alexandra Tavares, Camargo Corrêa, Petra, João Dominici e sua quadrilha, Érika e Nelson Piquet, Edson Nascimento e a gangue da Secretaria de Educação, Helena Duailibi, Afonso Manoel e o ICN com seus mais de 100 milhões de reais desviados.
O que o Maranhão vai escolher hoje é se quer um estado com um governante submisso a uma quadrilha ou se quer um estado livre e soberano, com uma governadora que agora, com a ajuda e o apoio do presidente Lula, vai, finalmente, levar o Maranhão ao seu grande destino que lhe é historicamente reservado.
O Maranhão vai decidir se quer um estado meliante ou um estado liderado por uma governadora que já conhece os atalhos para o seu desenvolvimento. O Maranhão vai decidir se quer um governante manipulado por cordéis por José Reinaldo ou se quer a volta da esperança com Roseana.