O Irã confirmou oficialmente ontem ter instalado e utilizado com êxito um segundo sistema de enriquecimento de urânio, informou o jornal estatal "Iran". "O novo sistema se encontra em Natanz e começou a funcionar há duas semanas. Foi obtido e armazenado o produto dos dois sistemas", afirmou Mohamad Ghanad, vice-diretor da Organização da Energia Atômica iraniana.
Segundo Mohamad Ghanad, "os resultados destes trabalhos de pesquisa realizados no transcurso de duas semanas completarão a fase de pesquisa dos especialistas da República Islâmica e abrirão o camino para a fase industrial de enriquecimento".
No novo sistema, o urânio UF6 é injetado em centrífugas cilíndricas para produzir urânio enriquecido, que pode ser usado para alimentar instalações nucleares ou para construir bombas nucleares.
Na segunda-feira (23), em Viena, um diplomata anunciou que Teerã havia testado uma segunda rede de 164 centrífugas em uma central nuclear piloto, apesar das sanções que os países ocidentais ameaçam adotar contra o Irã por meio do Conselho de Segurança (CS) da ONU.
O Irã confirmou na quarta-feira (25) a instalação recente de um segundo sistema de centrífugas para enriquecer urânio, apesar da ameaça de sanções do Conselho de Segurança da ONU.
A primeira rede construída pelo Irã produziu uma pequena quantidade de urânio enriquecido em abril último. O país diz que deseja enriquecer urânio apenas para gerar eletricidade, mas os países ocidentais suspeitam que o programa vise à produção de bombas nucleares.
Serviços de inteligência ocidentais estimam que o Irã demore entre três e dez anos para conseguir instalar uma rede industrial de milhares de centrífugas, necessárias para enriquecer urânio suficiente para construir armas nucleares.