Vandalismo
Estádio vira praça de guerra
Antes do Vasco x Flamengo da última quinta-feira, a Suderj admitia, através da administração do complexo do Maracanã: esse clássico ainda não podia ser 'domado', por conta do vandalismo de integrantes das torcidas organizadas dos dois clubes. Uma equipe de O Globo percorreu os pontos críticos do Maracanã, da abertura dos portões, às 17h30 na quinta, até o último torcedor deixar o estádio, por volta das 23h45. A constatação: o acesso do torcedor melhorou, mas dentro do Maracanã, os problemas ainda estão inteiramente fora de controle.
As portas dos banheiros foram arrancadas, em torno de 150 cadeiras foram arrancadas ou quebradas - causando um prejuízo, num único dia, de R$ 15 mil - e a saída dos torcedores do Flamengo das cadeiras especiais foi confusa pois um dos acessos está em obras.
O único ponto onde houve melhora em relação aos clássicos anteriores foi no acesso às arquibancadas. A Polícia Militar isolou a parte central da entrada da torcida do Flamengo, na rampa do Bellini, e aumentou a extensão do cercado nas laterais por onde passam os torcedores. A medida melhorou o fluxo e impediu a aglomeração na parte central, o que facilitava a quebra de roletas e a entrada de dezenas de torcedores sem pagar.
- Depois do Vasco x Flamengo de quinta-feira, a Suderj voltou a admitir que não consegue controlar o vandalismo de integrantes das organizadas dos dois clubes. A maior 'vítima' são os banheiros e as cadeiras de arquibancada.
Na sexta pela manhã, a maioria dos cadeados dos banheiros havia sido roubada. Nos banheiros femininos, não havia mais portas internas, e nos masculinos a maioria já não tinha portas antes do jogo. Na arquibancada, 50 cadeiras quebradas estavam empilhadas numa das saídas, apenas do setor amarelo.
- Desde 99, já foram gastos R$ 800 mil em obras emergenciais após os jogos, principalmente das duas maiores torcidas, de Flamengo e Vasco. Dentro do estádio, não há o que fazer. Os nossos funcionários não têm como conter a violência desses grupos. Por isso queremos fazer uma campanha de conscientização, envolvendo autoridades, jogadores, torcedores ilustres, para que as pessoas tenham cuidado com o nosso Maracanã, e vejam que esses atos prejudicam principalmente o torcedor e, de resto, todos nós já que é dinheiro público gasto com os consertor - afirma o presidente da Suderl, Sérgio Emilião.