A Polícia Militar monta uma operação de guerra quando Vasco e Flamengo vão jogar no Maracanã, bem mais complexa do que quando jogam outros clubes. Mas nem mesmo a escolta das torcidas até pontos distantes do estádio evita tragédias. Vítor Tadeu e Rogério Machado, da facção Ira Jovem, do Vasco, foram baleados na quinta, após a partida, na estação do metrô de São Cristóvão.
- Antes dos jogos, a Polícia Militar se reúne com os líderes das duas torcidas. Eles nos passam o caminho que farão. Desde o início do trajeto até o Maracanã, eles são escoltados pela PM. Na saída, as organizadas do time que perde saem primeiro, e depois saem as do que venceu. A torcida do Flamengo é escoltada geralmente até a Leopoldina ou a Central do Brasil, onde a maioria toma trem. A do Vasco vai até São Cristóvão, nas imediações do estádio do Vasco. Mas, infelizmente, não é possível controlar os conflitos na cidade toda. A rivalidade de Vasco e Flamengo é muito grande, as torcidas são maiores e sempre vai acabar acontecendo algum problema - explica o capitão Hudson, responsável pelo policiamento externo do Maracanã.
O capitão conta que já encontrou até bombas em ônibus de organizadas.
- Quando a torcida vêm em ônibus, nós revistamos. Estou nesta função há quatro meses e nunca achamos uma arma de fogo. Mas já pegamos bomba de fabricação caseira e barras de ferro. Quando isso acontece, todos os torcedores vão para a 18ª Delegacia Policial e lá ficam, no mínimo, até o fim da partida. A primeira punição é o cidadão não ver o jogo do seu time.