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Uma luz no fim do túnel do velho Maraca



Data de Publicação: 29 de outubro de 2006
 
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Quem não se lembra das cenas chocantes de policiais com cavalos e espadas comprimindo torcedores na entrada da rampa do Bellini, nas finais da Copa do Brasil de 2004 (Flamengo x Santo André) e de 2006 (Flamengo x Vasco)? Mas no clássico de quinta-feira, três medidas conseguiram acabar com os tumultos no local - mesmo com a maioria dos mais de 41 mil pagantes sendo de rubro-negros e, portanto, entrando por aquela rampa.

1) Foi isolada a parte central da entrada - o que evitou as tradicionais aglomerações de torcedores no local, que facilitavam a quebra de roletas e a entrada dos vândalos sem pagar.

2) Foi derrubada a baia com entradas estreitas do lado direito de quem entra - a do lado esquerdo será derrubada nos próximos dias. A baia dificultava a entrada de obesos e, quando algum ingresso falso entrava na máquina, o torcedor não tinha como recuar e a fila parava. Isso permitiu ainda que o número de roletas passasse de 14 para 30.

3) A cerca nas laterais da entrada, que muitos torcedores chamam de 'curral', foi estendida. Com isso, menos gente chegou na roleta ao mesmo tempo. A idéia é: anda-se devagar, mas o fluxo é mantido, a fila não pára. A medida impediu a ação dos tradicionais 'furadores de fila', que provocavam aglomeração, conseqüente tumulto e impossibilidade de controle da massa.

- Antes, em jogos entre Flamengo e Vasco, muitas vezes não havia como controlar a entrada das pessoas, por conta do empurra-empurra. Eu estou aqui há cinco anos e esse foi um dos jogos mais tranqüilos - afirma o roleteiro Marcelo Ricardo, 38 anos.

- Neste jogo não houve espada, spray de pimenta. Acho que encontramos o caminho para solucionar este problema. Agora é preciso resolver os outros - diz o presidente da Suderj, Sérgio Emilião.

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