Internado no Hospital Materno Infantil em Caxias, passa bem o bebê do sexo masculino, nascido com 2.600 kg que, no início da semana, enrolado em uma toalha velha e dentro de uma caixa de sapato, foi jogado em uma fossa séptica, minutos depois de ter nascido, pela própria mãe, a estudante Euslane Gomes de Sousa, 21, residente na Travessa São Francisco, Bairro Ciriema, periferia de Caxias.
A mãe foi autuada em flagrante por abandono de menor incapaz (art.134 do CP), cuja pena máxima pode chegar aos dois anos de prisão e se encontra presa no 2º DP, daquela cidade. A criança foi encontrada por alguns meninos que jogavam bola nas proximidades da casa. Os garotos ouviram um som estranho, que imaginavam ser miados de gato, vindo de dentro da fossa, mas ao se aproximar, perceberam que se tratava de um bebê e não um animal.
Com medo do recém-nascido se afogar na merda, os meninos chamaram os vizinhos que, antes de acionar a Polícia Militar e uma ambulância da SAMU - retiraram a criança da fossa. De imediato, a polícia passou a diligenciar e chegou à acusada. Através de exame médico, constatou-se o período pós-parto.
Em depoimento, a jovem disse que não tinha intenção de matar a criança, apenas queria que a sua mãe Eunice de Sousa - não tomasse conhecimento do nascimento da criança. A lavradora Eunice foi chamada para prestar depoimento, onde disse que desconhecia que a filha estava grávida. "Eu desconfiei, perguntei muitas vezes pra ela e o namorado, mas eles sempre respondiam negativamente", declarou Eunice.