Por Gilberto Léda
Editoria de Política
Eleições
Tranqüilidade no MA
A eleição de domingo (1º) ocorreu com tranqüilidade na grande maioria dos municípios maranhenses. Em algumas localidades, entretanto, ocorrências tumultuaram o pleito e acabaram exigindo da Justiça Eleitoral a tomada de atitudes enérgicas.
Em Coroatá, por exemplo, três casos chamaram a atenção do TRE (Tribunal Regional Eleitoral). Logo pela manhã, três pessoas foram flagradas tentando votar com títulos de eleitores já mortos. Todos foram autuados em flagrante e encaminhados para prestar esclarecimentos ao juiz local.
Mais tarde, um dos advogados da deputada estadual Graça Paz (PDT), candidata à reeleição, recebeu voz de prisão do promotor da comarca, Zanoni Passos. Ele foi detido por desacato à autoridade.
Outro "eleitor" foi flagrado por um fiscal da coligação "Maranhão - A Força do Povo" tentando votar com um título falso. Ele fugiu do local após ser descoberto.
Em Barra do Corda, a Polícia Federal e o Ministério Público cumpriram mandado de busca e apreensão no comitê de campanha do deputado tucano Rigo Teles, também candidato à reeleição para a Assembléia Legislativa.
Denúncias davam conta de que grande quantidade de dinheiro estava sendo armazenada no local para a compra de votos. Os federais e mais dois promotores não encontraram o dinheiro.
Na cidade de Pindaré, denúncia da juíza Fabíola Fernandes acabou com a prisão em flagrante de 8 cabos eleitorais. Eles estavam utilizando crianças para fazer boca de urna.
"Tivemos que apreender material dos candidatos que estava sendo distribuído nas seções de votações, além de prisões de pessoas que utilizavam crianças para fazer boca de urna", declarou a juíza.
Três motoristas de ônibus foram presos, ainda, em Humberto de Campos. Eles estavam transportando eleitores de São Luís para votar na cidade. Lá, outros quatro foram presos por outros crimes.
Lentidão
Em Codó, o grande problema para os eleitores foi a lentidão na votação. No momento mais crítico, o tempo de espera na fila em diversas seções era de até três horas. Muitos eleitores deixaram de votar.
Segundo o presidente do TRE, desembargador Jorge Rachid, os problemas foram todos levados ao conhecimento da Justiça Eleitoral e resolvidos na medida do possível. "O pleito ocorreu dentro de uma tranqüilidade esperada e, nos casos em que houve necessidade, a Justiça Eleitoral trabalhou de forma enérgica para coibir os crimes", afirmou.
Em todo o Estado, 36 urnas eletrônicas apresentaram defeito. Destas, 16 tiveram os problemas resolvidos por técnicos do TRE. Outras quatro foram substituídas por urnas de lona (duas em Timon, uma em Paço do Lumiar e outra em Açailândia). No total, 38 pessoas foram presas por crime eleitoral.