Por Gilberto Léda
Editoria de Política
Lula e Roseana prontos para continuar a disputa
2º turno
Candidatos traçam estratégia
Se ainda havia alguma dúvida sobre a liderança no Estado do grupo comandado pela senadora Roseana Sarney (PFL), candidata ao Governo pela coligação "Maranhão - A Força do Povo", elas foram todas dirimidas no último domingo (1º).
Com uma campanha sem a força da máquina administrativa - ao contrário do que aconteceu com as campanhas dos três candidatos do governador José Reinaldo (PSB) -, a oposição sai das eleições como a grande vitoriosa.
A pefelista venceu o primeiro turno, com 47,21% dos votos, e já larga na frente na disputa pelo segundo contra o ex-prefeito Jackson Lago (PDT), da coligação "Frente de Libertação do Maranhão", que obteve apenas 34,36%.
O candidato do PSB Edison Vidigal obteve 14,26% dos votos válidos, e Aderson Lago (PSDB) - considerado "laranja" pelo candidato a vice na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB), José Jorge (PFL) - não passou dos 3,45%.
Roseana vibrou, ainda, com a vitória do pai, José Sarney (PMDB), no Amapá. Sistematicamente atacado pelos aliados de José Reinaldo, Sarney bateu a quilombola Cristina Almeida (PSB), candidata do senador cassado João Capiberibe (PSB).
Segundo turno
O segundo turno acontece dia 29 de outubro e o objetivo da senadora Roseana é consolidar a dianteira. "Fui a primeira colocada, vamos consolidar o trabalho e vou ganhar a eleição", disse, ainda no domingo.
Ontem, a coordenação de campanha da coligação, reuniu-se para começar a traçar a estratégia para o segundo turno. Roseana teve quase 350 mil votos à frente do pedetista, o que lhe garante boa folga para o segundo turno.
O resultado por pouco não definiu o pleito logo em primeiro turno, mas a senadora garante que o trabalho deve ser mantido no mesmo ritmo. "Estamos conscientes de que falta pouco para garantirmos a vitória, mas não vamos esmorecer. Manteremos o trabalho duro rumo à vitória", confirmou.
Presidência
Situação bem parecida com a da senadora é a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição para a Presidência da República. Vencedor do primeiro turno com 48,61% dos votos, contra 41,64% de Alckmin, Lula precisa de pouco para garantir a reeleição.
Declarações de lideranças do PSOL, partido da candidata derrotada Heloísa Helena, têm deixado os petistas ainda mais confiantes. Heloísa já afirmou que não declara apoio oficial a nenhum candidato, mas deixa os seus eleitores livres para votar.
Para o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), se o PSOL optar por apoiar alguém o partido deve escolher Lula. "Nós não temos condições de apoiar um projeto neoliberal do Alckmin.