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Castelo e Tadeu Palácio são os maiores derrotados
Data de Publicação: 3 de outubro de 2006 | | |
| Por Gilberto Léda Editoria de Política
Revés Aliança tucano-pedetista não vinga
O pleito do último domingo (1º), se insuficiente para decretar a vitória de Roseana (PFL), candidata a governadora pela coligação "Maranhão - A Força do Povo", em primeiro turno, revelou, pelo menos, os dois grandes derrotados.
 O prefeito Tadeu Palácio (PDT) e deputado federal João Castelo (PSDB) saem das eleições bem mais fracos do que entraram e com um grande agravante: o futuro político dos dois está seriamente ameaçado.
Tadeu perdeu, em primeiro lugar, quando não cedeu às pressões internas do PDT - que o queria apoiando os históricos - para dar sustentação à campanha do irmão Fernando Palácio (PDT), candidato a deputado federal. Com inexpressivos 36.242 votos, Fernando impôs grande constrangimento ao irmão.
 Além disso, o "grande plano" do prefeito, de fazer Castelo senador e a primeira-dama do Município, Vanilma "Tati" Palácio (PSDB), suplente, foi por água abaixo.
A derrota sofrida para Cafeteira (PTB), eleito com quase 100 mil votos a mais que o tucano, além de desempregar Castelo, que fica sem mandato a partir de 1º de janeiro, complica os planos de Tadeu para a sucessão municipal de 2008.
Segundo a estratégia traçada pelo pedetista, a idéia era eleger Castelo para que, daqui a dois anos, ele abandonasse o cargo - Tati, conseqüentemente, herdaria a vaga - e voltasse para disputar a Prefeitura. Não deu certo.
Pior Mas pior ficou a situação do tucano. Além de perder a vaga na Câmara Federal, tida como quase garantida se ele disputasse as eleições como candidato a deputado federal, Castelo fracassou ao tentar mandar de volta para a Assembléia Legislativa a filha, Gardeninha Castelo.
Inchado depois das acomodações partidárias patrocinadas por José Reinaldo (PSB), o PSDB virou um ninho de tucanos bravos, utilizando de todos os artifícios para manter ou conquistar um mandato.
Deslocada, a deputada Gardeninha, que já havia conseguido apenas uma suplência nas últimas eleições, também ficou de fora, completando a agonia da família e do "mini-grupo" formado por Tadeu, que se implodiu pouco depois de nascer, reflexo da péssima administração pedetista na capital.- Próximo texto:
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