Por Marcelo Vieira
Editoria de política
Como já havia sido publicado neste jornal em outras edições a derrota da candidata Telma Pinheiro (PSDB) era considerada uma tragédia anunciada. A parlamentar inconformada em ser sempre indicada pela igreja para disputar uma vaga na Assembléia Legislativa colocou o pé na parede e conseguiu o aval da igreja com a ajuda do governador José Reinaldo para concorrer uma vaga na Câmara Federal.
A deputada Telma Pinheiro obteve uma votação inexpressiva diante do universo de eleitores pertencente à igreja evangélica no Maranhão. Dos candidatos do PSDB com maior poder de voto, a evangélica foi a menos votada, com pouco mais de 60 mil votos. O deputado federal eleito pelo PSDB com menor votação teve mais de 30 mil votos na sua frente.
A derrota nas urnas revelou a falta de credibilidade da deputada Telma Pinheiro entre os evangélicos. Ela foi considerada traidora, quando abandonou Roseana para ficar ao lado de José Reinaldo. Sua ganância política somada a seu descrédito e a fama de traidora lhe custou a derrota e a perda de seu mandato. Serão quatro anos desempregada.
O fracasso da evangélica foi comentado também com antecedência por uma liderança eclesiástica integrante da comissão de política da igreja Assembléia de Deus que declarou a equipe de Veja Agora que a decisão da igreja em indicar a deputada Telma Pinheiro para disputar uma vaga para a Câmara Federal foi um erro e que ela dificilmente seria eleita. "A comissão de política cometeu um erro, ela teria que se contentar em continuar deputada estadual, eu acho que ela não se elege" disse o reverendo.