O senador Cristovam Buarque (PDT), que ficou em quarto lugar na corrida presidencial no primeiro turno, afirmou que seu partido discutirá eventuais apoios entre amanhã e quinta-feira. Para ele, o segundo turno “vai pegar fogo”.
“Sou militante do partido, por isso a posição deve ser definida internamente”, disse Cristovam a jornalistas no Congresso nesta segunda-feira. O senador teve 2,6 por cento dos votos válidos no domingo.
“Não tem como não ir ao debate”, avaliou Cristovam, referindo-se à ausência nos debates da campanha do primeiro turno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, primeiro colocado no domingo, com 48,6 por cento. “A coisa vai pegar fogo.”
Para ele, “o povo pediu um tempo” ao levar a disputa presidencial para o segundo turno e esse foi “o melhor recado” das urnas no último domingo. Lula enfrentará o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin.
O senador disse que não foi procurado por nenhum dos dois candidatos até agora, mas acredita que tanto Lula como Alckmin vão procurar o presidente do PDT, Carlos Lupi.
Cristovam defendeu que o partido não aceite nenhum ministério em eventuais negociações e afirmou que ele não quer integrar de nenhuma pasta.