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Esporte e política se misturam nas eleições



Data de Publicação: 3 de outubro de 2006
 
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Em ano de eleição tudo vale. O mundo da política não se limita a burocratas engravatados. Conhecidos do público, e até mesmo com uma legião de fãs, muitos ex-atletas, técnicos e dirigentes se arriscaram nas urnas para tentar uma vaga na Assembléia Legislativa dos seus estados ou na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Nomes como os de Paulo Odone (presidente do Grêmio), Reinaldo (ex-atacante do Atlético-MG), Roberto Dinamite (eterno artilheiro do Vasco), Zezé Perrela (presidente do Cruzeiro), entre outros, marcaram as eleições 2006.

No Rio de Janeiro, o futebol estava representado pelo presidente do Vasco Eurico Miranda (PP) que tentou uma vaga para deputado federal, mas com apenas 30.518 votos ficou em 63° lugar e não se elegeu. O ex-meio-campo do Fluminense Deley (PSC) obteve 72.710 votos e garantiu sua reeleição à Câmara Federal.

Se Eurico não conseguiu uma vitória vascaína, o maior ídolo da história de São Januário, Roberto Dinamite (PMDB), garantiu sua vaga como Deputado Estadual fluminense com 49.096 votos. Os dois não se esbarraram nas eleições nacionais (Eurico candidato a deputado Federal e Dinamite, deputado estadual), mas disputarão diretamente a presidência do Vasco da Gama.

Na água, o ex-nadador Djan Madruga (PC do B), medalhista olímpico e pan-americano, não conseguiu repetir o sucesso das piscinas nas urnas. Com 3.902 votos não obteve uma cadeira em Brasília. O mesmo aconteceu com a ex-técnica de ginástica do Flamengo, Gerogette Vidor (PPS), que ficou fora da Assembléia do Rio de Janeiro, com apenas 22.115 votos.

O basquete também se envolveu com a política. Nem o técnico da seleção brasileira feminina saiu ileso. Antônio Carlos Barbosa (PMDB) foi candidato a deputado estadual, mas não obteve êxito.

Como ficou nos estados

Minas Gerais Deputado Estadual
Zezé Perrela (PSDB), presidente do Cruzeiro, foi eleito com 83.600 votos. O ex-goleiro do Atlético-MG, João Leite (PSDB), foi reeleito com na 11° colocação. Já o ex-atacante Reinaldo (PV), também do Galo, não teve a mesma sorte terminando na 125° posição com apenas 21.931 votos.

Rio Grande do Sul Deputado Federal
José Otávio Germano (PP), ex-vice-presidente do grêmio, foi eleito com 195.822 votos.

Ibsen Pinheiro (PMDB), ex-dirigente do Internacional, se elegeu com 76.165 votos.

Deputado Estadual
Paulo Odone (PPS), presidente do Grêmio, terminou as eleições gaúchas em segundo lugar, com 83.600 votos. Também do Tricolor gaúcho, Cassiá Carpes (PTB), ex-técnico e jogador do Grêmio, além de atuar no Santos, conquistou 23.430 votos e a vaga de deputado.

Pelo lado do Internacional, Artur Dallegrave (PPS), ex-dirigente, com 5.652 votos, não se elegeu. Já Luiz Fernando Zachia (PMDB), ex-presidente colorado, entrou com 53.972 votos.

Distrito Federal Senador
O ex-ministro do Esporte, Agnelo Queiroz (PC do B), perdeu a eleição, com 43% dos votos contra 51% de Joaquim Roriz.

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