Por Marcelo Vieira
Editoria de, Política
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Depois do Maranhão eleger seu novo governador, o ex-prefeito Jackson Lago (PDT), dono da oligarquia Lago, que comanda São Luís há vinte anos, os cenários para o futuro governista e sua oligarquia são os piores possíveis. Já para o grupo político da senadora Roseana Sarney (PFL), perder a eleição para o governo do Estado não mudou muita coisa. Ela continua sendo oposição ao governo e conseguiu eleger um grupo político mais forte e mais organizado.
A senadora Roseana Sarney mostrou nessas eleições todo o peso de sua liderança política no Estado. Com dois mandatos de governo, 94 a 2002, a senadora foi considerada uma das melhores governantes do Brasil chegando a ter oitenta por cento de aprovação da população. Nessas eleições, seu nome ajudou a eleger grandes lideranças estaduais e nacionais.

Hoje, o grupo da senadora é maior e mais forte do que antes. Ela ajudou a eleger a maior bancada da Assembléia Legislativa, com 19 deputados; uma bancada federal forte com 7 nomes e o senador Epitácio Cafeteira. No senado, o Maranhão conta com a força de quatro senadores: José Sarney, Cafeteira, Edison Lobão e Roseana. Todos eles deverão compor o PMDB no próximo governo, fortalecendo ainda mais o grupo no cenário nacional.
Além de a senadora conseguir formar uma base política poderosa, ainda conta com o apoio do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT). O presidente tem em seu pai, o senador Sarney, um dos principais aliados e articuladores políticos de seu governo.
O novo governo
O oligarca Jackson Lago assume o governo a partir de janeiro com sérios problemas para resolver. Depois de uma campanha milionária bancada pelo governador José Reinaldo (PSB) com o dinheiro do contribuinte, o chefe da oligarquia Lago já está se preparando para o clima de guerra por conta da distribuição de cargos entre seus financiadores, verdadeiros "chacais" na busca de cargos políticos.
Outro grave problema e mais difícil de ser resolvido é a situação financeira do estado depois de uma violenta sangria dos cofres públicos para bancar a eleição do oligarca pedetista. O deputado derrotado, Mauro Bezerra (PDT), um dos históricos que não conseguiu se reeleger, é um dos que vão cobrar a fatura pelo sacrifício. Segundo o parlamentar, a situação é crítica "temos dois problemas: o primeiro é como fazer para agradar a tanta gente na distribuição dos cargos e o mais grave é o que fazer com as finanças do Estado. O governo de José Reinaldo tem um rombo financeiro muito difícil de tapar".
Parece que o preço pago para chegar ao poder será maior do que se pensa e o estrago maior ainda. A responsabilidade não é do povo maranhense e sim de um pouco mais da metade dele, que decidiram escolher apoiar o governo corrupto de José Reinaldo e entregar o Governo do Estado para um gestor que a única coisa que fez foi entregar São Luís em estado de calamidade pública para o seu sucessor, o prefeito Tadeu Palácio (PDT).