O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já começou a articular a agenda política de seu segundo mandato a partir desta semana, em contatos com os governadores eleitos. Lula deve contar, a partir de 2007, com o apoio expresso de pelo menos 16 dos novos governadores, entre eleitos do PT, PSB e PMDB.
Nesta semana, Lula deve conversar pessoalmente ou pelo telefone com governadores de um amplo arco de partidos, desde Eduardo Campos (Pernambuco), do aliado PSB, até Aécio Neves (Minas Gerais), do adversário PSDB, sem esquecer do peemedebista Roberto Requião (Paraná).
Segundo aliados e oposicionistas, o presidente Lula terá pela frente duas tarefas complexas no primeiro ano do novo mandato: as reformas tributária e política.
Tucanos adiantaram pontos de consenso e de atrito quanto às mudanças na legislação dos partidos: concordam com novas leis para aumentar a fidelidade partidária, mas não estão convencidos quanto a um tema caro aos petistas: o financiamento público das campanhas eleitorais. "Não está claro ainda o benefício para a sociedade", afirmou hoje o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Os novos administradores estaduais podem ter um papel importante quanto à negociação da reforma tributária. Quando cobrado sobre o tema durante a campanha, Lula reclamou que o governo federal encaminhou ao Congresso sua "parte" na proposta, mas que a reforma emperrou no Congresso por conta dos governadores.