O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE) anunciou nesta segunda-feira (30) que os tucanos aceitarão dialogar pessoalmente com o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas sem negociar qualquer tipo de pacto ou aliança num próximo governo.
“Ainda não fui convidado (por Lula) para dialogar, e não posso dizer que não irei. Mas dialogar pessoalmente faz parte do dia a dia da política. Não se corta diálogo. O que não se pode é abrir porta para a cooptação ou aliança. A mesma eleição que colocou Lula na presidência, nos colocou na oposição”, disse.
O PSDB pretende manter a mesma oposição feita a Lula no seu primeiro mandato. “Será uma oposição dura, enérgica e consistente, dentro daquilo que acreditamos. Não vamos abrir mão de fazer oposição”.
O presidente tucano reconheceu a vitória de Lula nas urnas, mas disse que seu partido manterá as cobranças éticas ao presidente reeleito.
“Vamos respeitar até o fim do mandato a decisão do eleitor. Mas uma coisa é a eleição que escolheu pelo PT e outra coisa é a impunidade do crime. Ninguém vai ficar impune.”, afirmou.
Arthur Virgilio (AM) admitiu a derrota para Lula, mas alertou que a oposição não vai amenizar a postura em relação aos escândalos envolvendo o governo e o PT.
“Eleição legítima não se discute, se aceita. O presidente Lula venceu a facção política a que pertenço. Mas isso não interrompe investigações”, disse o senador tucano.“
Já o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), pretende se manifestar oficialmente hoje, após reunião da executiva nacional do partido.
Os líderes do partido na Câmara, Rodrigo Maia (RJ), e no Senado, José Agripino (RN), defenderam o diálogo com Lula, mas sem, necessariamente, discutir o assunto com o próprio presidente.
“Ele (Lula) não pode esquecer que tem seus interlocutores no Congresso. Para discutir com o governo, não precisamos falar com o presidente”, disse o líder na Câmara.