ExpedienteEdições AnterioresMapa do SiteFale Conosco
EDITORIALPOLÍTICACOLUNASSÃO LUÍSENTRETENIMENTOESPORTEGERALPOLÍCIA
São Luís -
Home » Edições Anteriores » Outubro/2006 » Edição 369 » Polícia

Um morto e três feridos foi o saldo da rebelião em Pedrinhas



Data de Publicação: 31 de outubro de 2006
 
Diminuir corpo de textoAumentar corpo de texto

ÍndiceTexto AnteriorPróximo Texto

Fuga frustrada
Trinta detentos passaram mais de 24h rebelados

Após uma manhã inteira de negociação, os 30 detentos do Pavilhão I, conhecido como "Fundão", na Penitenciária de Pedrinhas, decidiram terminar a rebelião que já durava 24h, na qual três funcionários que trabalham na cozinha do Complexo Penitenciário estavam sendo mantidos como reféns. Para negociar com os detentos, além do secretário José Magno Moraes de Sousa, estiveram o delegado Sebastião Uchoa (diretor adjunto da Secretaria de Justiça e Cidadania e administrador da Penitenciária de Pedrinhas), representantes da Sociedade dos Direitos Humanos, Ministério Público e Tribunal de Justiça.

Os detentos apresentaram uma lista com 13 reivindicações, dentre elas, a agilização na revisão processual, melhoria na comida e atendimento médico. Elas foram digitadas e assinadas pelas autoridades. O delegado Sebastião Uchoa garantiu que as reivindicações são viáveis, por isso serão atendidas.

Após a assinatura por ambas as partes, os presos decidiram que somente encerrariam o movimento após um culto evangélico comandado pelos "irmãos" Isaías e Carlos Augusto, os quais seriam os responsáveis por trancar as celas e recolher as armas.

Após orar e glorificar a Deus, os detentos encerraram a rebelião. Todos foram para o pátio, que fica ao lado do pavilhão, e lá entregaram os reféns para Sebastião Uchoa. Eles foram levados para conversar com a psicóloga da Secretaria de Justiça, Silma Veloso. Parecendo tranqüilos, os funcionários da cozinha revelaram que os detentos não os agrediram e os mantiveram alimentados.

Rebelião
A rebelião teve início na tarde deste domingo, depois que agentes penitenciários e policiais militares conseguiram frustrar uma fuga em massa. Os presos tinham a intenção de sair pelo portão da frente. Vários tiros foram deflagrados para evitar a fuga e, diante da frustração, eles foram em direção à cozinha, onde se armaram com facas e chuços.

Na cozinha, tentaram dominar cinco funcionários, entre eles, o diretor da cozinha, que juntamente com um outro funcionário terminou sendo liberado. Apenas três funcionários da empresa F. Oliveira, Jefferson Barroso Teixeira, 18, Leandro de Jesus Barbosa e José Carlos da Silva, ambos 23, foram dominados.

Os presos ainda tentaram render a enfermeira Maria da Paz, mas dois agentes reagiram e tomaram a enfermeira dos presos que, no confronto, acabou sendo ferida na cabeça. Nas dependências do "Fundão", um duelo entre grupos rivais acabou com a morte de Antônio José Lopes, conhecido como "Boizinho", que foi bastante espancado a pontapés e pedradas na cabeça. Ele foi socorrido e encaminhado para o Socorrão II, na Cidade Operária, onde já deu entrada sem vida. Ainda no confronto, Joacy Pereira da Silva e o índio Adauto Viana Guajajara, este último acusado de ter participado do assalto ao ônibus da Banda Companhia do Calypso, também saíram feridos.

Links Patrocinados

BUSCA:

Edição 369
Edição 369
Página Anterior | Recomendar | Imprimir | Topo

Jornal do Povo do Maranhão - Jornal Veja Agora
Copyright 2005 - 2006 Jornal Veja Agora. Todos os direitos reservados
Rua Jorge Damous, nº 257, Caratatiua - São Luís - MA
Tel: (98) 3253-6696 Geral - 3253-6605 Comercial e Assinaturas
redacao@jornalvejaagora.com.br