Aproveitando-se da proibição da lei eleitoral para que a polícia efetue prisões, a advogada Iraci Noleto apresentou Jean Carlos Barbosa de Oliveira, principal acusado de autoria do assassinato do procurador da República aposentado, Raimundo Nonato Neiva Eulálio, durante um assalto a uma drogaria na zona leste de Teresina.
Jean Carlos estava sendo procurado por força de um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça e resolveu se apresentar no período em que a lei não permite prisão, oportunidade em que o delegado Ronaldo Prado, presidente do inquérito, apenas efetuou um auto de reconhecimento com testemunhas, quando elas não tiveram dúvidas em apontá-lo como autor do crime.
Após o procedimento, o delegado fez algumas perguntas ao acusado que negou a autoria do delito, afirmando que tomou conhecimento do crime através da televisão e que no momento do latrocínio estava conversando com um sapateiro para que ele consertasse uma bola. Após os procedimentos, o delegado não teve outra alternativa senão liberar o acusado e solicitou que a advogada o apresentasse hoje, para que seja ouvido no inquérito.
Alguns dias após o crime, a polícia chegou a prender um elemento identificado como "Joãozinho" em Caxias, como principal acusado, mas nunca descartou a hipótese de Jean Carlos ser o autor, isto com base nas informações conseguidas. Policiais lotados no 2º e 5º Distritos, além do serviço reservado do 9º BPM, no conjunto Mocambinho, estavam trabalhando para prender Jean e a pessoa que lhe deu a carona após o latrocínio, também já identificado, mas que não teve a identidade revelada.