Por Marcelo Vieira
Editoria de Política
Abandono
Veredora disse estar frustrada
A vereadora pedetista Marília Mendonça, que disputou uma vaga para a Câmara Federal, declarou, ontem (3), que está frustrada com a forma como o seu partido, o PDT, tratou sua candidatura e a de outros colegas. Segundo a vereadora, o partido foi omisso e desigual com a maioria dos candidatos, dando tratamento diferenciado para nomes de seu interesse.
Marília não consegue entender a posição do partido, mas em seu caso se diz perseguida. Um dos motivos para a falta de apoio em sua campanha seria o fato de que mesmo pertencendo ao PDT sempre votou contra projetos de Tadeu Palácio na Câmara Municipal quando esses eram para prejudicar a população de São Luís. "Nós que sempre fomos do PDT não recebemos o apoio esperado. Eu andei pelo interior do Estado sozinha, eu e Deus. Fui abandonada pelo meu partido. Pra falar a verdade, eu não sei nem o nome do coordenador de campanha, não houve nenhuma ajuda", contou.
Outro posicionamento que pode também ter sido motivo de boicote de sua candidatura foi o apoio da vereadora dado ao ex-secretário de Segurança Pública Raimundo Cutrim, eleito deputado estadual. Diante disso, fica evidente a possível perseguição promovida pelo PDT contra a candidatura de Marília Mendonça e de outros candidatos no pleito passado.
Fora de circulação
A problemática levantada pela vereadora não é novidade no meio político. Na Assembléia Legislativa, já se percebia movimentações que sinalizava uma tentativa de desconstrução de deputados que compunham o chamado PDT histórico formado por parlamentares de longas datas do partido.
A proposta de desmantelamento promovida pelo PDT que tem como suas grandes lideranças Jackson Lago, o candidato ao Governo do Estado e ex-prefeito de São Luís, e o atual prefeito Tadeu Palácio, obteve total sucesso. Nenhum desses chamados históricos conseguiu a reeleição.
Deputados até então importantes para o PDT, como Mauro Bezerra, Luiz Pedro e Rubem Brito, por exemplo, foram derrotados nas urnas e ficaram sem mandato. O partido não fez a menor questão de investir nesses candidatos, entregando-os a própria sorte. Enquanto para os outros entregavam recursos e mais recursos.
O partido de Jackson Lago e Tadeu Palácio concentraram suas forças e interesses em candidatos que migraram recentemente para o PDT, como os deputados Pavão Filho, Camilo Figueiredo que conseguiram a reeleição. Os velhos saíram e os novos ficaram.