O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, se reúne hoje com os governadores eleitos de partidos aliados para pedir que reforcem a sua campanha no segundo turno. O encontro está marcado para as 10h, no Palácio da Alvorada.
Lula deve contar com o apoio de ao menos oito dos 17 aliados eleitos neste domingo para comandar Estados - Bahia, Sergipe, Ceará, Piauí, Amazonas, Tocantins, Acre e Amapá.
O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, deve ter o apoio de outros sete eleitos para governar Estados no país. Os governadores do Espírito Santo e de Mato Grosso devem ficar neutros na disputa presidencial.
O presidente já conversou com Jaques Wagner (PT), eleito governador da Bahia, e que deve integrar o comando nacional da campanha.
O petista negou que irá assumir o lugar de Marco Aurélio Garcia, que teria colocado o cargo de coordenador nacional da campanha de Lula à disposição ontem, abrindo caminho para que Lula indicasse alguém com mais trânsito no meio político.
Lula não aceitou a saída de Garcia, mas decidiu ampliar o comando da campanha, incorporando também campeões de votos como Ciro Gomes, eleito deputado federal pelo Ceará com mais de 600 mil votos.
"Minha tarefa é coordenar e comandar a campanha no segundo turno. Nessa hora precisamos ter tanto comandantes quanto soldados. Tenho tudo para acreditar que vamos vencer a eleição. Sou contrário a desfazer qualquer estrutura que tenha sido montada. A campanha tem apenas três semanas, não é muito bom mudar", afirmou Wagner.
Além da proximidade que tem como o novo governador da Bahia, o presidente quer aproveitar a presença de Wagner na campanha para estimular os militantes. O ex-ministro foi eleito no primeiro turno, derrotando o PFL baiano que sempre comandou o Estado, contrariando as pesquisas que indicavam vitória do governador Paulo Souto. "Nós representamos a simbologia da derrota dos segmentos mais duros ao presidente Lula", afirmou Wagner.