Os novos ministros do segundo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverão ser conhecidos já em dezembro, antes do Natal. Na próxima semana, o presidente começa a se reunir com os partidos aliados para discutir o seu novo mandato.
Segundo o ministro Tarso Genro (Relações Institucionais), Lula quer um ministério de pessoas “altamente capazes e representativas”.
O ministro observou que Lula quer estabelecer uma nova relação com os partidos aliados no seu segundo mandato. Pelo que sinalizou até agora, o presidente não deve aceitar a pressão destas forças para montar seu novo governo. “O presidente vai conduzir pessoalmente e não delegará a formação do seu ministério”, disse.
Tarso afirmou que o presidente ainda não fez nenhum convite para compor o segundo governo. Nem mesmo Genro sabe qual será o seu destino. “Não estou preocupado com a minha situação, não tenho apego a cargos, se tivesse teria saído candidato a deputado federal. Se [o presidente] me convidar, vou verificar se posso servi-lo, ou se indico outra pessoa com melhor qualificação.”
Para Tarso, “nenhum ministro deve fazer cogitações [sobre se fica ou sai do governo] porque pode parecer ambição pessoal ou pressão”. Ele negou que haja a intenção dos ministros de pedirem demissão coletiva para deixar o presidente mais a vontade para promover as mudanças para o segundo mandato. “Não tem necessidade de renúncia coletiva, o presidente dispõe unilateralmente dos cargos.”