Em resposta à nota gerada pela Assessoria de Imprensa do Ministério Público, sugerindo a possibilidade da existência de suposto “superfaturamento” por parte da Cemar na cobrança das contas de luz dos consumidores do município de Buriticupu, beneficiados pelo Programa Luz para Todos, a Companhia foi enfática ao afirmar que não existe nenhum caso dessa natureza naquela região, ou em qualquer outra. A Cemar afirma ainda que todos os medidores de energia são novos e adquiridos de fabricantes com certificação do Inmetro, o que afasta a possibilidade de cobranças indevidas.
A Cemar entende que problemas pontuais acontecem e serão tratados caso a caso e alguns destes referem-se a consumidores, que antes faziam uso da chamada “gambiarra” e por isso, não tinham noção real dos gastos com a energia elétrica consumida e/ou desperdiçada por eles, uma vez que não se preocupavam antes com o pagamento de contas de luz.
Um desses casos foi constatado in loco, por equipes da Cemar, na casa de uma moradora de Buritucupu, que possui uma geladeira muito antiga e já sem nenhuma vedação lateral adequada. A mesma encontra-se apenas amarrada com ligas de borracha e por isso, consumindo uma carga várias vezes superior ao que consumiria uma geladeira similar em melhores condições. Esses e outros motivos, como a utilização de lâmpadas de consumo mais elevado, além da falta de hábito da comunidade em geral no uso racional da energia elétrica, explicam as cobranças mais elevadas das contas de alguns clientes naquela região. Visando a evitar esse tipo de problema, a Cemar chegou a realizar inclusive reuniões de orientação sobre como economizar energia com algumas lideranças comunitárias em Buritucupu, a exemplo do que já é rotina no processo de eletrificação de novos clientes.
A Cemar reafirma a sua conduta ética e idônea na cobrança real e legal das contas de energia de todos os clientes em Buritucupu e todas as demais regiões do Estado, afastando portanto a hipótese de irregularidade nesse procedimento, e se coloca à disposição dos clientes para negociar a melhor forma de pagamento das contas, assim como das lideranças comunitárias que queiram solicitar alguma palestra educativa sobre o uso racional da energia elétrica.
A Cemar informa ainda que recorrerá da decisão da ação proposta pelo Ministério Público.