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Data de Publicação: 2 de novembro de 2006
 
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Bagdá
Mais de 40 pessoas são seqüestradas no Iraque


A polícia iraquiana confirmou ontem o seqüestro de mais de 40 pessoas ao longo de uma estrada ao norte de Bagdá, no mesmo dia em que o número de vítimas em um ataque suicida a bomba em uma festa de casamento em Bagdá subiu para 23.

Os seqüestros ocorreram ontem perto da cidade de Tarmiyah, região que foi cenário, no mês passado, de diversos ataques decorrentes da violência sectária entre sunitas e xiitas.

Ao menos 40 pessoas desapareceram e provavelmente foram seqüestradas, segundo fontes do Centro de Cooperação Conjunta de Tikrit, 130 km ao norte de Bagdá.

Mais 12 vítimas dos ataques desta terça-feira contra o casamento em Bagdá morreram hoje em decorrência dos ferimentos, elevando a 23 o número de vítimas do ataque. Outras 19 pessoas estão sendo tratadas no hospital, segundo fontes médicas.

Parlamento
Blair derrota oposição sobre a guerra no Iraque


O primeiro-ministro inglês, Tony Blair, escapou por pouco de uma grande derrota no parlamento. A oposição pedia a abertura de uma comissão para investigar o procedimento do governo britânico em relação à guerra no Iraque. Com o seu partido dividido sobre a questão, Blair derrotou a proposta por apenas 25 votos - foram 298 contra e 273 a favor.

A pressão sobre o primeiro-ministro devido à ação no Iraque vem crescendo, e até o comandante do Exército britânico sugeriu que suas tropas voltem para casa. Pesquisas mostram que a maioria dos britânicos deseja que os ingleses saiam do Iraque o mais rápido possível.

Em setembro, Blair, que governa o Reino Unido há três mandatos, disse que iria deixar o cargo dentro de 12 meses, mas se recusou a fixar uma data. Seu maior aliado, o presidente americano George W. Bush, também enfrenta dificuldades por causa do conflito iraquiano, e o Partido Republicano pode perder o controle do Congresso nas eleições marcadas para a próxima semana devido ao fracasso na guerra.

Seqüestro
Hizbollah diz que negocia troca de prisioneiros


O chefe do Hizbollah, xeque Hassan Nasrallah, afirmou que há “negociações sérias” sobre uma troca de prisioneiros entre seu grupo e Israel e alertou contra a transformação da Finul numa força de ocupação, informou ontem a imprensa libanesa.

“O mediador da ONU para o tema dos prisioneiros tem se reunido com dirigentes do Hizbollah e israelenses. As negociações continuam”, disse Nasrallah .

Em 12 de julho, o Hizbollah capturou dois soldados israelenses com a intenção de trocá-los por libaneses e árabes presos em Israel. O seqüestro detonou uma guerra não declarada que deixou milhares de vítimas, 1 milhão de desabrigados e grandes danos materiais.

“Estamos na fase de troca de idéias, propostas e condições. As negociações estão avançando por um bom caminho. A troca, se acontecer, não excluirá nenhum libanês preso em Israel”, acrescentou o líder xiita.

Ele se recusou, no entanto, a fixar uma data. “Tudo depende da natureza das negociações”.

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