O sistema de leitura óptica para código de barras em processos, implantado no Fórum Desembargador Sarney Costa mostra vantagens sobre o procedimento tradicional. O sistema funciona em caráter experimental na 2ª Vara da Fazenda de São Luís e é um projeto da Corregedoria Geral da Justiça.
A secretária judicial da 2ª Vara da Fazenda, Laíse Lobato Rocha, ressalta que devido ao sistema ter sido implantado agora, não há como mensurar de forma efetiva todos seus benefícios. Entretanto, a expectativa é de que os trabalhos cartorários ganhem agilidade a médio prazo.
Os servidores que trabalham na secretaria das varas precisam digitar os números de cerca de 400 processos diariamente no sistema Themis. São novos processos que vêm da central de distribuição, outros que saem da vara e outros que são atualizados. Com tamanha quantidade de números, erros de digitação são um risco iminente. Além disso, a tendência é o aumento do número de dígitos dos processos. "A leitura óptica vai facilitar muito o nosso trabalho, pois vamos ganhar tempo", acredita Laíse.
A localização dos processos ficou mais ágil, pois basta passar o leitor óptico para identificar o documento procurado.
A tecnologia é de uso simples, similar a dos supermercados, e é feita com pistolas que emitem raios que lêem e identificam o número do processo. O sistema Themis sofreu modificações para emitir automaticamente o código de barras para os processos que entram e para os que tramitam nas Varas. "A petição, ao chegar na pré-distribuição, já ganha um código de barras", explica o diretor de Informática do Fórum da capital, Laécio França Nascimento.
Os processos antigos também receberão códigos de barras. Para o juiz auxiliar da Corregedoria Geral da Justiça, Marcelo Carvalho Silva, o procedimento é fácil. Basta que se reimprima a capa do processo, já com o número do código de barras gerado pelo Themis. Só na 2ª Vara da Fazenda tramitam cerca de 3 mil processos. As varas Cíveis e de Família reúnem mais de 66 mil.
Ainda não há previsão de implantação do novo sistema nas comarcas do interior do estado, porém, é de interesse da Corregedoria Geral da Justiça de que todo o Judiciário maranhense seja beneficiado.