ExpedienteEdições AnterioresMapa do SiteFale Conosco
EDITORIALPOLÍTICACOLUNASSÃO LUÍSENTRETENIMENTOESPORTEGERALPOLÍCIA
São Luís -
Home » Edições Anteriores » Novembro/2006 » Edição 378 » Editorial

O ditador dos Cocais



Data de Publicação: 11 de novembro de 2006
 
Diminuir corpo de textoAumentar corpo de texto

ÍndiceTexto AnteriorPróximo Texto

O prefeito Luís Mendes, conhecido pelo vulgo de Luís da Amovelar, vem se mostrando, ao longo de sua administração, um tiranete que tenta, a todo custo, implantar no município de Coroatá o império do desmando e do desrespeito ao arcabouço jurídico institucional. São públicas e notórias as seqüências de atos que o prefeito pratica, sem temer a ação da Justiça, pois, conforme proclama aos quatro cantos da cidade, conta com o apoio de representantes da Justiça e do próprio governador do estado, José Reinaldo Tavares que, em última análise, é quem dá o respaldo para as ações de Luís da Amovelar.

Como um verdadeiro ditador da Região dos Cocais, o prefeito amigo de José Reinaldo tem se recusado terminantemente a entregar à Câmara Municipal de Coroatá os documentos e as prestações de contas de sua desastrosa administração à frente da Prefeitura daquele município. A obrigação dos gestores públicos de encaminharem às Câmaras Municipais os documentos relativos às receitas e despesas está prevista na Constituição Federal e em todos os instrumentos legais que tratam da fiscalização dos atos públicos.

Os vereadores José Filho, Neusa Muniz, César Trovão, João Rodrigues e Ezequiel Pacheco Filho ingressaram em juízo pedindo ao juiz Marco Antônio Teixeira que determine ao tiranete dos Cocais que ele faça chegar aos representantes do povo, cópia de todos os documentos das contas do município relativas ao ano de 2005, pois julgam os vereadores que, nesse ano, a exemplo desde que foi empossado, o prefeito praticou vários atos contrários à moralidade e a probidade administrativa. Notificado, o prefeito, através de seu advogado Benevenuto Serejo, desdenha dos legisladores, da população e da própria Justiça ao afirmar que as prestações de contas de Luís da Amovelar não devem ser entregues à Câmara Municipal de Coroatá, ante a suposição e estapafúrdia que aquela casa não tem um corpo de profissionais capazes de avaliarem os documentos.

O prefeito, através de seu assessor jurídico, demonstra escárnio pela Casa Legislativa e pela população, afirmando que inexistem pessoas qualificadas para análise dos documentos e que poderiam ser usados de forma política. O que tem a esconder o prefeito? Falcatruas? Roubalheira? Assalto aos cofres públicos? Ora, é função do gestor público dar transparência aos atos de sua administração, exatamente para que não pairem dúvidas sobre a retidão e probidade de seu governo. Ao temer que suas contas sejam usadas de forma a atingi-lo politicamente, o prefeito Luís da Amovelar deixa implícito que tem sujeira debaixo do seu tapete, pois se assim não fosse entregaria suas contas para exame da sociedade e seus agentes fiscais, que são os vereadores.

A defesa do prefeito é uma rematada obra de desrespeito às leis, além de ser uma declaração de que a Câmara Municipal é uma instituição decorativa, já que, na visão de Luís da Amovelar, ela não tem legitimidade para fiscalizar seus atos. Ou seja, o tiranete dos Cocais acha que pode agir de forma impune e criminosa e que ninguém lhe deve cobrar satisfações, pois na sua visão e na de seu defensor, são todos incapazes de distinguir entre uma licitação legítima ou uma compra fraudulenta, como vem sendo prática na administração do aliado de Zé Reinaldo.

Links Patrocinados

BUSCA:

Edição 378
Edição 378
Página Anterior | Recomendar | Imprimir | Topo

Jornal do Povo do Maranhão - Jornal Veja Agora
Copyright 2005 - 2006 Jornal Veja Agora. Todos os direitos reservados
Rua Jorge Damous, nº 257, Caratatiua - São Luís - MA
Tel: (98) 3253-6696 Geral - 3253-6605 Comercial e Assinaturas
redacao@jornalvejaagora.com.br