Após quatro dias, na manhã de ontem, o desempregado José Cláudio de Jesus Rodrigues, conhecido como "Neguinho do Filipinho", foi localizado por populares e entregue aos policiais militares em um povoado no município de Peri-Mirim. Ele era o último integrante da quadrilha que faltava ser preso. O bando planejou assaltar a agência dos Correios, em Palmeirândia, na segunda-feira (6), mas o plano deu errado e teve como resultado final cinco pessoas mortas - um militar e quatro bandidos -, dois militares feridos e quatro pessoas presas.
"Neguinho do Filipinho", encontrado faminto e baleado nas duas pernas, foi levado para o hospital, onde recebeu atendimento médico e, em seguida, prestou depoimento à delegada Adriana Paixão, regional de Pinheiro. Ele confirmou o planejamento do assalto e disse que teria sido ele quem procurou Manoel Filho, proprietário do ônibus que faz linha Baixada/São Luís, para falar sobre o assalto. "Eu já o conhecia há tempos, tendo em vista que sempre viajo no veículo dele, pois tenho parentes que residem no interior", contou.
Ele afirmou ainda que teria convidado Geraldo Filho Silva Mota, o "Anjo Negro", que morreu em confronto com policiais, para "recrutar" os outros acusados, assim como as armas que deveriam ser usadas. Assim como Paulo Roberto Marques Araújo, o "Paulinho", "Neguinho do Filipinho" também confirmou o envolvimento do soldado Antonilson França Freire, cunhado de Manoel Filho, e que já está preso no presídio militar.
O acusado voltou a ratificar que o militar teria a função de retardar os companheiros para que os bandidos conseguissem fugir sem problemas. Além de "Anjo Negro", também morreram os assaltantes Marinaldo Pereira, Edmilson da Silva Rocha, 20, residente no São Francisco, Marcelo de Jesus da Silva, 22, morador no Altos do Calhau, além do soldado João Teodoro Amorim. José Ribamar dos Inocentes, conhecido como "Zequinha", que já responde processo no estado do Amapá pela prática de homicídio, também foram presos, juntamente com Manoel Filho, "Paulinho" e "Neguinho do Filipinho". A casa onde os acusados ficaram hospedados seria de "Zequinha".
O caso continua sendo investigado. Conforme comentários, o último bandido a ser preso teria declinado o nome de outros dois militares envolvidos, mas a informação não foi confirmada pela delegada. Além de uma espingarda calibre 12, mais de seis revólveres foram apreendidos em poder dos acusados. Uma outra escopeta teria perdido e ainda não foi encontrada.