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Como o eleitor foi enganado



Data de Publicação: 12 de novembro de 2006
 
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Na edição de hoje (12), Veja Agora publica, em primeira mão, o CD com todos os documentos copiados do computador da secretária de Comunicação, Flávia Regina. Além disso, divulgamos, ainda, o conteúdo de um dos arquivos secretos confidenciais da chefe da pasta. Ele contém mais uma lista de jornalistas pagos com dinheiro dos contribuintes maranhenses, numa espécie de Caixa 2 que funcionava dentro da própria Secom.

De acordo com os dados, são quase dezoito mil reais por mês como forma de pagamentos extras a jornalistas tanto da Secretaria de Comunicação quanto de veículos amilhados do Governo do Estado, para a manutenção do esquema de uso da máquina administrativa em favor da campanha do ex-prefeito Jackson Lago (PDT).

Afora o sentimento natural do jornalista e do jornal pelo êxito do furo, da notícia em primeira mão, o que nos domina, neste caso, é um sentimento da mais profunda indignação e frustração.

Indignação por perceber que políticos inescrupulosos, amorais e aéticos chegaram ao poder à custa do dinheiro do povo, repartido entre aliados como se deles fossem, na construção de um esquema de pagamento de propinas que levou mais de um milhão de reais - todos os meses, a partir da nomeação de Flávia Regina - que deveriam ser investidos em benfeitorias para os maranhenses.

Frustrados devido ao fato de que, revelada toda a manobra política, pôde-se avaliar como o eleitor maranhense - ao contrário da tendência nacional - ainda é ingênuo, influenciável. Porque foi isso o que aconteceu com os nossos eleitores: foram enganados, manipulados e influenciados por uma campanha de difamação contra a senadora Roseana, minuciosamente tramada, financiada e executada sob a supervisão atenta da Secretaria de Comunicação, com a conivência e o apoio do principal mentor da jogada: o governador José Reinaldo (PSB) - a quem a revista "O Poder", de Brasília, concedeu o "pomposo" título de governador mais corrupto da história do Maranhão.

Em outras palavras, o nosso eleitor comprovou a tese dos governistas - muito bem explicitada pelo historiador e analista político Said Barbosa Dib, também da Capital Federal - de que, mesmo sem conteúdo, um candidato ou grupo político podem vencer uma eleição.

Como? À custa, principalmente, de argumentações falaciosas e estratagemas capciosos, com pitadas generosas de engodo, difamação e jogo sujo, como bem ressalta o analista.

Esse tipo de atitude foi impulsionada, ainda, pela crença - principalmente do chefe do Executivo Estadual, já acostumado a ignorar as leis - de que a Justiça é morosa e que, no fim das contas, a impunidade é o que prevalece.

O povo do Maranhão ainda terá muitas chances de provar que asseclas como os comandados pela dupla pessebista-pedetista não estão corretos e há de acabar com o estigma de que o maranhense não sabe votar.

Quem for culpado - pelos crimes que a Justiça Eleitoral julgar que existiram a partir da apreciação dos documentos desvendados por nossa equipe de reportagem - será punido. Aos nossos eleitores, resta a lição de que nem sempre aqueles que aparecem como libertadores ou opção de mudança são realmente o que aparentam ser. Essa é a esperança.

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