Presidente da Associação Maranhense de Imprensa – AMI, que veio ao mundo como contraponto à atuação do Sindicato do Jornalista do Maranhão, que vive seu doce continuísmo há três décadas, a assessora de Comunicação do Ministério Público do Maranhão, Waldenice Oliveira, a Wal, tem um débito de gratidão para com a secretária de Comunicação do Estado, Flávia Regina - conhecida na intimidade como Vinha -, e seu patrão José Reinaldo. Afinal, nos últimos dois anos, foram eles quem viabilizaram alguns projetos da AMI.
A instituição que congrega jornalista, em sua esmagadora maioria na cômoda situação de “assessores de imprensa”, surgiu como uma alternativa ética ao já referenciado continuísmo do sindicalismo acomodado. Hoje, a AMI é um exemplo esculpido e encarnado desse mesmo sindicato.
Pois bem. Para pagar essa dívida de gratidão, a intrépida Wal, ex-funcionária de Roseana no jornal O Estado do Maranhão, agora lidera um movimento para tentar desacreditar as denúncias feitas por Veja Agora que mostram um grande e escandaloso esquema gestado nas entranhas do poder para desmoralizar Roseana, promover o corrupto do José Reinaldo e eleger Jackson Lago. Ela mesma integrante da lista de jabás seconianos, a AMI foi instrumento usado por “Vinha” para desviar a atenção do principal e se ater ao acessório. Ou seja, na ótica vesga de Wal e suas legiões de jornalistas propineiros – com raras exceções -, mais importante do que descobrir quem roubou centenas de milhões para corromper, aliciar, subornar e subverter a vontade da maioria esmagadora da população maranhense, é saber quem copiou os dados da “Vinha” que estavam num computador de um órgão público.
Para Wal e seus amilhados colegas, ético é percorrer todas as bancas e, com o perdão do trocadilho, bancar, com dinheiro público, a compra de milhares de exemplares do jornal Veja Agora, que traziam cópias dos Cds dos arquivos narrando como foi montado o esquema para comprar as eleições, apenas para impedir que os maranhenses tivessem acesso à verdade da imensa punga que José Reinaldo e seus cúmplices praticaram contra os cofres do Maranhão.
Se os dados contidos no Cd são falsos, se o objetivo é politiqueiro e pessoal, porque ninguém veio a público desmentir Veja Agora? Se, ao contrário do que sugerem Wal, Vinha e até os beneficiários do esquema que houve manipulação dos dados, porque Vinha e Wal não divulgam os dados originais? Resposta: porque Wals e Vinhas são exatamente iguais, assim como cada cópia de Cd distribuída é exatamente igual ao conteúdo do computador da Secom, usado por Vinha para ajudar na montagem do esquema.
Wal, que também usa a estrutura do Ministério Público para divulgar atos da Associação Maranhense de Imprensa, seja através de e-mails ou de outro meio qualquer, deveria ter mais o que fazer em vez de percorrer gabinetes de “assessores” e outros que tais para endossar a prática de crimes contra o bolso do pobre contribuinte maranhense. Wal, Vinha e a turma do jabá da Secom não podem, sob nenhuma hipótese, quererem abafar a verdade, omitindo a montagem do grande esquema de favorecimento de Jackson Lago, com a simples alegação de que os dados contidos num computador público são privativos de quem o usa.
Quase que semanalmente a Polícia Federal realiza operações para desbaratar quadrilhas que agem em ministérios e outros órgãos públicos e a primeira coisa que faz é capturar o HD dos computadores desses órgãos, que são usados, assim como o de Flávia Regina, a secretária de Comunicação, para montar esquemas criminosos.
Já é hora de fazerem o mesmo nos Leões.