SECOM - Escândalo chama atenção
O Portal "Comunique-se" (www.comunique-se.com.br) destacou, em matéria do dia 16 de novembro (quinta-feira), a série de matérias produzidas por Veja Agora denunciando o que já se convencionou chamar, no Maranhão, de escândalo do "mensalão da Secom".
Intitulada "Jornal Veja Agora acusa o governo do Maranhão de pagar por reportagens", a matéria do jornalista Marcelo Tavela relembra as primeiras denúncias aqui veiculadas e confirma o silêncio da secretária Flávia Regina. "O Comunique-se tentou falar com Flávia Regina, que não estava em seu gabinete e não tinha previsão de retorno", diz o texto da matéria.
Entre os comentários, a prova de que o escândalo já é de conhecimento nacional. Até ontem (17), já havia "comentaristas" do Amapá, Piauí e Bahia, além do Maranhão.
Abaixo, a íntegra da notícia publicada no portal.
Jornal Veja Agora acusa governo do Maranhão de pagar por reportagens
Por: Marcelo Tavela
Em uma série de reportagens iniciada no domingo (5/11), o jornal Veja Agora, de São Luís, sustenta que a Assessoria de Comunicação Social do Estado do Maranhão (Assecom) pagou jornalistas para produzirem matérias que favorecem o governador eleito do estado, Jackson Lago (PDT). No que o jornal chama de "mensalão da Assecom" teriam sido distribuídos valores que chegavam a até R$ 210 mil para jornais, rádios, TVs e assessorias de comunicação da capital e do interior do estado. Os documentos, da forma como estão apresentados no site do jornal, não têm valor legal.
A denúncia é baseada em uma série de documentos que teriam sido retirados do próprio computador de Flávia Regina de Melo, chefe da Assecom. O jornal disponibilizou todos os arquivos para download em seu site, incluindo tanto planilhas com os montantes a serem pagos como documentos pessoais de Flávia Regina.
Em um arquivo chamado "Planilha - Mês de Setembro", estão destinados R$ 210 mil para o jornal O Imparcial. O sistema de rádio Roberto Rocha receberia R$ 100 mil. E o Jornal Pequeno ganharia R$ 60 mil, entre outros órgãos de imprensa listados.
Na mesma planilha, está descrito que R$ 427 mil seriam entregues ao Sistema Difusora de Comunicação, retransmissora do SBT no Maranhão, como débitos atrasados. A TV informou que o valor é relativo à compra de horário publicitário.
Além do dinheiro, o Veja Agora acusa Flávia Regina de distribuir pautas e editoriais contra a senadora Roseana Sarney (sem partido) aos jornalistas. Um arquivo intitulado "anti-sarney" traz um texto pronto, que informaria aos eleitores que "o preço pago pelo Maranhão por viver sob o jugo da família Sarney é alto demais".
O Comunique-se tentou falar com Flávia Regina, que não estava em seu gabinete e não tinha previsão de retorno.