NOVO MENSALÃO - Esquema na Prefeitura?
Fonte de Veja Agora afirma que uma produtora de shows e espetáculos culturais, que prefere ainda não se identificar por temer represálias, afirma ter provas contundentes do pagamento irregular de servidores e do que chama de desmando na administração do presidente da Fundação Municipal de Cultura (Func), Adirson Veloso, e da sua auxiliar, Cibele Lauande.
Segundo nossa interlocutora, estariam em poder da produtora cerca de 70 contracheques de artistas das mais diversas áreas que foram alocados no Centro de Artes de Japiaçu, um órgão da Func, mas não trabalham efetivamente. Os artistas teriam sido todos aquinhoados com cargos em comissão.
O esquema de contratação irregular de "servidores" da Func teria sido articulado pela coordenadora de Eventos da fundação, Cibele Lauande, para minimizar as críticas ao prefeito Tadeu Palácio depois da escolha de Adirson Veloso para a presidência da fundação. Ele seria visto como um estranho no meio cultural.
A própria produtora seria beneficiária de um cargo em comissão, mas não aparece para trabalhar. A fonte garante que ela teria se mantido no cargo depois que apresentou ao prefeito Tadeu Palácio a cópia dos 70 contracheques dos servidores fantasmas da Func. A produtora havia sido demitida por Adirson Veloso, com a justificativa de que não trabalhava.
Campanha
No período que antecedeu a campanha eleitoral, continua nossa interlocutora, um novo grupo de artistas teria sido lotado pela dupla Adirson Veloso e Cibele Lauande, na Biblioteca Municipal José Sarney no Bairro de Fátima. Os novos contratados não desenvolveriam nenhuma atividade no órgão, apenas cumpririam algumas tarefas da campanha eleitoral de Jackson Lago.
Assustado com a possibilidade de vazamento do esquema na Func, o presidente pretendia demitir os contratados da Biblioteca Municipal José Sarney ainda este mês, mas teria sido convencido por Cibele Lauande a fazê-lo somente em janeiro de 2007, após a posse do governador eleito.
Em conversa com Adirson Veloso, a sua auxiliar teria sugerido que, ao invés da demissão dos apaniguados com o dinheiro público, eles poderiam ser colocados na Secretaria de Estado da Cultura - para onde Cibele Lauande, supostamente depois de uma conversa com a mulher do governador eleito, Clay Lago - pode ser destinada a partir do ano que vem.
Nossa equipe de reportagem tentou contato com a Func ainda ontem (17) à tarde, mas, às sextas-feiras, o órgão só funciona até meio-dia.