Em meio à pressão dos partidos aliados para a definição de cargos no seu segundo mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode deixar para o ano que vem a escolha dos novos ministros que vão compor o governo. O ministro de Relações Institucionais, Tarso Genro, disse nesta sexta-feira que “não é improvável que Lula ultrapasse dezembro” para dar início à reforma ministerial —o que inclui começar o mandato sem trocar vários auxiliares do governo.
“São especulações sadias neste momento, mas o presidente não tem pressa, vai fazer isso só em dezembro. O presidente não tem o compromisso de apresentar o ministério totalmente reformado até o final do ano. Ele tem que levar em consideração que partidos vão compor a coalizão, além de medidas econômicas e sociais do segundo governo”, disse.
As mudanças no ministério podem ocorrer somente depois das eleições para a escolha dos presidentes da Câmara e do Senado, diante da disputa entre o PT e o PMDB para o comando da Câmara. Aliados de Lula afirmam que seria uma maneira de adequar os partidos no governo de uma só vez sem o risco de “rachas” na base aliada.
Antes de definir os novos ministros, Lula quer conversar com partidos aliados e da oposição para montar o “quebra-cabeças” do primeiro escalão do governo para os próximos quatro anos.