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Informações do Veja Agora ajudam polícia a elucidar morte de advogado



Data de Publicação: 18 de novembro de 2006
 
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CASO VALDECY ROCHA - A matéria foi publicada há sete meses

Há exatos sete meses da matéria publicada com exclusividade pela editoria de polícia deste matutino, com a manchete "Polícia de José Reinaldo despreza detalhes importantes nas mortes de prefeito e advogado", na manhã de ontem a prisão de duas pessoas - uma em Imperatriz e outra na capital maranhense - evidenciou que todas as informações divulgadas no dia 16 de abril do ano em curso, a cerca da morte do advogado Valdecy Rocha, assassinado no dia 30 de novembro do ano passado, no centro de Imperatriz, estão corretas.

Por força de um mandado de prisão preventiva, expedido pela juíza da 2ª Vara Criminal daquela cidade, Ana Paula Araújo, foram presos a viúva da vítima, a enfermeira Iranir Vieira da Rocha, e o advogado Alexandre Moura Lima Neto, que teria um relacionamento amoroso com a enfermeira. O advogado foi preso em São Luís, quando se encontrava em um curso de pós-graduação, enquanto Iranir, apontada como mentora intelectual do crime, tomou ciência da prisão na escola de enfermagem de propriedade dela, nas proximidades do campus da Uema, em Imperatriz.

No início da tarde, acompanhado do delegado Rodson Almeida, que preside o inquérito, o delegado-geral Jefferson Portella, além de dois advogados, um deles Pedro Jarbas, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Maranhão, viajaram no helicóptero do Grupo Tático Aéreo -GTA para Imperatriz. Conforme o delegado, o casal deveria ser submetido a uma acareação.

Desde o momento da prisão, a enfermeira foi conduzida para a Delegacia Regional de Imperatriz, onde prestou depoimento durante toda a manhã ao delegado regional Hagamenon Azevedo. Conforme informações do advogado Valdimar de Brito, representante da OAB, seccional/ Imperatriz, que acompanha as investigações sobre o caso, apesar das inúmeras contradições, Iranir nega qualquer envolvimento no crime.

Além do relacionamento conturbado da ex-mulher com a vítima pela disputa dos bens do casal, um patrimônio avaliado em bem mais de um milhão de reais, uma movimentação bancária de R$ 40 mil nos últimos meses na conta de Alexandre Neto teriam chamado a atenção da polícia. O dinheiro pode ter sido usado para pagar os executores do assassinato.

Prisões

Até o momento, Além de Iracir e Alexandre Moura, já se encontra preso o ex-policial militar Gilvan Pereira Varão, 40. Poucos dias após a morte do advogado, no município de Itinga do Maranhão, ele foi preso juntamente com Raimundo Nonato de Moura, 47, e Marcos Antonio Santos Silva, 23. Com eles, foi apreendido um arsenal, sendo uma metralhadora Magal 0.30, dois revólveres e uma pistola 380. Além de muita munição, uma moto, semelhante a usada pelos acusados na morte do advogado, de propriedade do ex-militar, também acabou sendo apreendida.

Denunciado

No dia 16 de dezembro do ano passado, o delegado Rodson Almeida, que presidi o inquérito, informou que as provas e testemunhas oculares do crime apontavam o ex-militar como culpado. Atualmente, depois de ser denunciado e, em seguida, pronunciado como executor dos tiros que ceifaram a vida do advogado, ele encontra-se custodiado na Central de Custódia de Presos de Justiça - CCPJ, em Imperatriz. Desde a prisão, apesar dos indícios e testemunhas, o ex-militar nega envolvimento no crime.

Mesmo antes da morte do advogado, Gilvan passou sete anos preso, também por crime de homicídio. Além desses dois casos, o ex-militar foi alvo de investigação por crime semelhante ao do advogado, digo de encomenda, no município de Açailândia.

A polícia ainda trabalha com intuito de localizar e prender a pessoa que contratou os pistoleiros, que seria um ex-advogado, que teve a OAB cassada pela seccional do Mato Grosso, bem como o homem que pilotou a moto no momento que o advogado foi executado.

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