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Essa, nem Einstein



Data de Publicação: 19 de novembro de 2006
 
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Se para o (quase) ex-governador José Reinaldo (PSB) a tarefa de montar sua equipe de governo após o rompimento com a família Sarney foi fácil, o mesmo não se pode dizer da tarefa conferida ao governador eleito Jackson Lago (PDT).

Para José Reinaldo, depois que concluiu a traição ao seu mentor, José Sarney - ficando, então, órfão de grupo político -, não houve dificuldades em reunir ao seu redor políticos interessados em ganhos pessoais e mesmo materiais e montar uma equipe composta, basicamente, por deputados e por aqueles que deixaram o "Barco Sarney" depois do golpe.

No caso de Lago, a situação é bem mais complexa. Ao contrário do seu líder, o ex-prefeito de São Luís tem ao seu redor componentes de um grupo político dos mais ávidos por cargos e benesses e, atualmente, ainda mais ansiosos por poder depois de terem sido açoitados da Prefeitura de São Luís por Tadeu Palácio (PDT).

Nomes como Aziz Santos - o homem forte de Jackson, segundo garantem fontes pedetistas -, Mauro Bezerra, Luiz Pedro, Rubem Brito e Julião Amin estão todos na espreita por uma boquinha no novo governo. E têm mexido seus pauzinhos para isso.

O "núcleo duro do PDT", como é conhecida essa rapaziada, anda se reunindo constantemente, traçando estratégias para "atacar" o governador tão logo ele chegue da sua longa viagem de férias - isso porque ainda nem começou a trabalhar - e garantir, cada um a seu modo, suas secretarias e cargos no alto escalão da gestão que se inicia em janeiro de 2007. A princípio, a idéia é se manter o mais próximo do novo governador - quanto mais "colados", pensam, mais chances terão.

Mas, nem mesmo para eles, aliados fiéis e caninos do caudilho pedetista, a tarefa promete ser fácil.

Na esteira da campanha eleitoral vencedora, vêm aqueles que, por um motivo, ou outro, atribuem a si próprios o direito de receber os louros e a glória pelo êxito de se ter derrotado a senadora Roseana Sarney, numa eleição que já ficou marcada para a história.

Nesse grupo, aparecem nomes mais conhecidos dos maranhenses, mas, também, com menos representatividade e influência no meio do futuro governador.

José Reinaldo, Tadeu Palácio, Edison Vidigal, Roberto Rocha, João Castelo e Aderson Lago - esse último que o próprio marqueteiro Antônio Melo (Pública) confirmou como "laranja" do grupo ("Aderson Lago foi incumbido de desconstruí-la [Roseana]", disse) -, todos também merecem, pelo menos segundo o que acham, uma boa fatia do poder, devido aos "relevantes serviços prestados" à campanha do dr. Jackson.

Fugindo das pressões, o governador eleito continua viajando. Na sua volta, entretanto, será inevitável um "pára para acertar", como diz o bordão popular. Inevitavelmente, Jackson terá de resolver essa equação e a maior dificuldade, além de conseguir tantos cargos, quantos são os postulantes ao governo, será gerenciar as vaidades daqueles que - ou por anos de "militância e combate" ao lado do ex-prefeito, ou por dedicação durante a campanha - se acham os verdadeiros donos do poder.

Equação difícil. Essa, nem Einstein resolvia.

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