O ministro Tarso Genro (Relações Institucionais) disse, ontem (20), que o governo federal aposta todas as fichas na votação da reforma política no primeiro semestre de 2007, sob pena de não conseguir aprovar a matéria no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Se [a reforma] não for feita no primeiro semestre na próxima legislatura, não sai antes das eleições [de 2008] quando as forças políticas começam a se preparar para as urnas. Temos que criar um consenso para fazê-la", disse Tarso.
Tarso também reconheceu que a oposição terá que contribuir na votação da matéria para que a reforma seja aprovada no Congresso. "É preciso que a oposição esteja junto. Não pode ser pauta do governo nem da oposição", afirmou.
O ministro se reuniu nesta tarde com o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Roberto Busato, para discutir o projeto de reforma política em discussão pela entidade.
Tarso defende que o Congresso vote, pelo menos, três pontos que considera fundamentais na reforma: o financiamento público de campanha, a fidelidade partidária e a votação em listas fechadas.
Segundo Tarso, o CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) vai formatar no início de dezembro os principais pontos da reforma política defendidos pelo governo. O objetivo de Tarso é que a OAB discuta com o Conselho as mudanças no sistema político do país para alcançar uma proposta de consenso entre o governo e a ordem.
"O governo não quer ser o condutor da reforma política, nem pautá-la. Queremos encaminhá-la na próxima legislatura para que os partidos a decidam", ressaltou.