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Senadores querem incluir no Orçamento aumento de gastos



Data de Publicação: 21 de novembro de 2006
 
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Enquanto o governo estuda fórmulas para reduzir gastos e assim estimular o crescimento do país, o Congresso quer aumentar as despesas para o próximo ano. Parlamentares que trabalham na elaboração do Orçamento da União para 2007 defendem, entre outras coisas, a correção da tabela do Imposto de Renda, um aumento maior do salário-mínimo e mais recursos para ressarcir os Estados pela Lei Kandir.

O relator do Orçamento, senador Valdir Raupp (PMDB-RR), estima que serão necessários mais R$ 10 bilhões para fechar a conta dos gastos adicionais defendidos pelos parlamentares.

Para tentar afinar o discurso, Raupp se reúne hoje com os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento). O relator vai defender no encontro a correção da tabela do IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física) em 10% e buscar informações sobre as medidas que serão tomadas para garantir o crescimento do país.

A correção do IR seria em duas etapas: 5% em 2007 e os outros 5% em 2008. Para conceder o reajuste, o governo teria um gasto total de R$ 1,5 bilhão (R$ 773 milhões por ano) e os Estados e municípios R$ 604 milhões por ano.

Mantega já se manifestou contrário à correção da tabela. A justificativa é que o governo pretende desonerar os setores produtivos, o que não inclui as pessoas físicas. “Estou esperançoso de que o reajuste da IR vai sair. A classe média está achatada há 12 anos. A defasagem da tabela é de 150%”, afirmou Raupp.

Mínimo

Com relação ao salário-mínimo, o governo propõe um reajuste de R$ 25, o que elevaria o valor no próximo ano para R$ 375. Setores da oposição defendem um reajuste maior, de R$ 30.

O relator é contra. Segundo Raupp, a cada R$ 5 a mais no mínimo, os gastos do governo aumentam em R$ 900 milhões. “Acima de R$ 375, não teremos recursos”, disse Raupp.

O líder do PFL na Câmara, deputado Rodrigo Maia (RJ), disse que o partido ainda não definiu o valor que irá defender para o mínimo, mas adiantou que vai insistir num reajuste maior para os aposentados.

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