O governo federal e a Ordem dos Advogados do Brasil deram fim, ontem (20), às divergências que foram acirradas durante a campanha eleitoral. O presidente da OAB, Roberto Busato, disse que a discussão sobre o impeachment do presidente Lula "já faz parte do passado".
"Essa é uma questão já faz parte de um passado na minha gestão. Agora precisamos prosseguir na construção nacional, na concertação, na conciliação política e deixar para que as autoridades do Ministério Público e da Polícia Federal investiguem os esqueletos do primeiro governo", disse Busato.
Durante a campanha eleitoral, o presidente da OAB chegou a afirmar que o órgão poderia retomar as discussões sobre o impeachment de Lula em meio às denúncias do dossiegate --mesmo depois que o Conselho Federal da OAB derrotou, por maioria, o pedido de impeachment. Na época, Busato também defendeu a apuração rigorosa sobre o suposto envolvimento do ministro Marcio Thomaz Bastos (Justiça) no vazamento do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa e na "operação abafa" da compra do dossiê.