Quando o árbitro Wagner Tardelli terminou o jogo entre Paraná e Internacional, a festa do São Paulo começou oficialmente. Jogadores e comissão técnica do Tricolor, que tinha empatado por 1 a 1 com o Atlético-PR, esperaram sete minutos para confirmar o tetra brasileiro. Alguns festejaram antes, por achar impossível o Colorado fazer dois gols em poucos minutos.
- Eu já saí comemorando. Segurei por muitas rodadas o grito de campeão, não podia mais esperar. Fiquei doido! - ressalta Leandro, que chegou a subir no travessão para saudar a torcida no Morumbi.
Os mais cautelosos foram Rogério Ceni e o técnico Muricy Ramalho, que só comemoraram quando o jogo do Inter acabou. O goleiro foi dançar com os amigos diante do escudo tricolor, deu volta olímpica com uma taça simbólica e fez um breve discurso na festa que se deu em uma churrascaria na Zona Oeste de São Paulo.
Do Morumbi, a torcida foi às ruas. O Vale do Anhangabaú, tradicional ponto de celebração, foi tomado por tricolores. A festa do povo só não durou mais tempo por causa da chuva torrencial que caiu na capital paulista. Uma tempestade para lavar a alma dos são-paulinos, que perderam três títulos neste ano: Paulistão, Libertadores e Recopa Sul-Americana.
Na churrascaria, Leandro, um dos mais animados, subia nas mesas e puxava gritos da torcida. Cada jogador que chegava era ovacionado por todos. Muitos torcedores tentavam entrar para fazer parte da festa, que só ficou completa com a chegada de Muricy e Rogério.
Em clima de euforia, Fabão se despediu do São Paulo e o presidente Juvenal Juvêncio anunciou Adaíton como peça de reposição na zaga. Ao som de uma banda de pagode, todos festejaram o tetra, que se refletiu nas ruas na segunda-feira: torcedores exibiam orgulhosos a camisa tricolor, deixando a cidade vestida com as cores do tetracampeão brasileiro.