Irresponsabilidade
Sem verba para conclusão de obra
Um dos exemplos nítidos do descaso com que o governador José Reinaldo trata o patrimônio histórico do Maranhão está exposto no prédio que abrigou o Sioge. Até a placa que constava a realização de uma obra para construção de uma escola foi retirada. Tudo porque o recurso disponibilizado simplesmente não foi repassado para a empresa contratada.
Se isso tivesse acontecido, a escola de ensino médio estaria pronta e em funcionamento há pelo menos um ano, pois o prazo para conclusão dos serviços era de 210 dias e atenderia a 2900 alunos. A ordem de serviço foi assinada desde 2004 e os recursos eram do Projeto Alvorada.
Com o abandono da obra, no local funciona apenas o almoxarifado da empresa contratada para o serviço. Diariamente, dois funcionários e um vigia são as únicas pessoas encontradas, mas ninguém pode dar informações. A única coisa que afirmam é que o Governo do Estado está devendo a empreiteira e por isso não puderam dar continuidade à reforma.
Descrédito
Todos que trabalham próximo são testemunhas do abandono da obra. O frentista Rubens Magalhães relembrou que durante a campanha, o presidente eleito Lula mencionou o recurso enviado para essa obra, mas que não foi utilizada de forma correta. "Ele disse que liberou a verba, mas se chegou ninguém sabe para onde foi", comentou.
Francisco Arruda, consultor óptico que nasceu na área do Mercado Central, lamenta que o principal ponto da cidade seja um dos mais feios.
"Em toda a capital, o Mercado Central é muito visitado, é cartão-postal, aqui é essa vergonha. Para todas essas obras vem verba especifica e ninguém usa. Aqui do lado funciona a Defensoria Pública, o aluguel disso é de quase 15 mil reais, enquanto o prédio do Sioge está abandonado", criticou.